Karen Karoline: A luta diária contra a esclerose múltipla e suas consequências devastadoras

Aos 39 anos, Karen Karoline enfrenta os desafios da esclerose múltipla, que transformou sua vida. Descubra como a doença afetou sua rotina e carreira.

30/05/2026 17:16

3 min

Karen Karoline: A luta diária contra a esclerose múltipla e suas consequências devastadoras
(Imagem de reprodução da internet).

O Impacto da Esclerose Múltipla na Vida de Karen Karoline

Aos 29 anos, Karen Karoline Lopes Módolo trabalhava como professora e gerente quando um acidente a fez repensar sua vida. Durante uma caminhada, ela tropeçou e caiu ao tentar subir uma calçada, o que a levou a buscar ajuda médica. Em 2016, sua rotina agitada a fez ignorar sintomas como formigamentos e dormência em várias partes do corpo, que inicialmente atribuiu ao cansaço.

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No entanto, a queda a motivou a procurar um médico.

Após 30 dias de consultas, Karen recebeu um diagnóstico de esclerose múltipla remitente-recorrente, mas essa avaliação estava incorreta. Com o tempo, sua condição se agravou, resultando na perda de parte dos movimentos. Eventualmente, ela foi diagnosticada com esclerose múltipla primária progressiva. “Quando comecei o tratamento adequado, já apresentava sequelas significativas e perda de mobilidade, o que me levou a usar um andador e, posteriormente, uma cadeira de rodas”, relata.

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Sintomas e Sinais da Doença

Residente de Ilha Solteira, em São Paulo, Karen já havia sentido um sintoma em 2014, quando teve um episódio de neurite óptica. Apesar da recuperação rápida da visão, ela não deu continuidade à investigação médica. Dois anos depois, começou a sentir formigamentos, que atribuiu à sua rotina intensa.

O neurologista Mateus Boaventura, especialista em esclerose múltipla, explica que os sintomas afetam o sistema nervoso central e incluem alterações visuais, formigamentos, fraqueza muscular e dificuldades de equilíbrio.

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Segundo Boaventura, os sintomas podem aparecer em surtos, melhorando temporariamente antes de retornarem. “É crucial que sintomas neurológicos persistentes sejam avaliados por um neurologista, especialmente em adultos jovens”, enfatiza o médico.

Efeitos da Esclerose Múltipla na Vida de Karen

Aos 39 anos, Karen compartilha que os principais efeitos da doença incluem dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio e alterações motoras que impactam sua rotina e trabalho. “O diagnóstico precoce e o início do tratamento são fundamentais para preservar a qualidade de vida e a autonomia”, afirma Boaventura.

A esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico ataca o sistema nervoso central, causando inflamação e lesões neurológicas, o que pode levar a incapacidades se não tratado adequadamente.

O neurologista destaca que os avanços no tratamento têm possibilitado um controle mais eficaz da doença, reduzindo surtos e retardando a progressão da incapacidade. O tratamento ideal envolve acesso a terapias eficazes, acompanhamento médico contínuo e hábitos saudáveis, como atividade física regular e alimentação equilibrada.

Desafios no Diagnóstico da Esclerose Múltipla

Apesar dos avanços na medicina, Boaventura aponta que a dificuldade de acesso a neurologistas e exames, como a ressonância magnética, ainda são barreiras significativas para o diagnóstico. Muitos sintomas iniciais podem ser sutis, atrasando a suspeita diagnóstica. “A desigualdade no acesso à saúde entre diferentes regiões e classes sociais é um fator preocupante”, afirma o especialista.

Karen também ressalta a importância do reconhecimento das dores dos pacientes no processo de diagnóstico. “A escuta ativa é essencial, especialmente em doenças neurológicas, onde os sintomas podem não ser visíveis nos estágios iniciais”, comenta.

Conscientização sobre a Esclerose Múltipla

O Dia Mundial da Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de maio, destaca a necessidade de aumentar a conscientização sobre essa doença ainda pouco conhecida. Boaventura enfatiza que é fundamental combater a desinformação e incentivar pessoas com sintomas neurológicos a buscarem avaliação médica mais cedo.

Para Karen, é vital disseminar mais informações sobre a esclerose múltipla. “Ainda há muito desconhecimento sobre viver com uma doença neurológica crônica. Os desafios vão além das limitações físicas”, conclui. A conscientização e a busca por tratamento adequado são essenciais para mudar a trajetória da doença, conforme afirma o especialista.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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