Kansas City investe quase US$ 200 milhões para sediar a Copa do Mundo de 2026 e atrair turistas

Kansas City busca se destacar como destino turístico global ao investir quase US$ 200 milhões para a Copa do Mundo de 2026

20/06/2026 05:16

4 min

Troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo

Kansas City está apostando alto ao investir quase US$ 200 milhões para sediar a Copa do Mundo de 2026, com a expectativa de se tornar um destino turístico global. Essa iniciativa audaciosa ocorre em meio a desafios como disputas sobre imigração e altos preços de ingressos, que levaram o torneio a ser chamado de “Copa do Mundo do Caos”.

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O objetivo das autoridades locais é superar essas barreiras e atrair visitantes de diversas partes do mundo.

Expectativas e Desafios da Cidade

Victor Matheson, professor do The College of the Holy Cross e especialista em economia esportiva, questionou se pessoas de países distantes, como Japão e Uzbequistão, realmente escolheriam Kansas City como destino principal durante sua viagem aos Estados Unidos.

Contudo, as autoridades acreditam que essa é uma oportunidade única que pode não se repetir. Jenny Wilson, vice-presidente de desenvolvimento de turismo da Visit KC, afirmou que os organizadores estimam um impacto econômico direto superior a US$ 653 milhões, gerado por setores como varejo, alimentação e hospedagem.

Com previsão de receber mais de 650 mil visitantes — um número que excede a população local de aproximadamente 520 mil habitantes — Kansas City tem trabalhado para melhorar seu sistema de transporte público, conectando o aeroporto ao estádio e ao festival de torcedores no centro.

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Proprietários estão alugando suas residências para atender à demanda crescente. Um deles mencionou que está aumentando o número de motoristas disponíveis para os jogos programados para iniciar na próxima terça-feira.

Apostando na Infraestrutura Existente

No entanto, Kansas City enfrenta a desvantagem de ser uma das cidades-sede menos conectadas internacionalmente. A falta de voos diretos e os altos preços das passagens podem desencorajar torcedores a prolongar suas estadias. Matheson destacou que ele próprio fará uma viagem curta, chegando apenas 36 horas antes do jogo.

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Além disso, Kansas City compete com outras cidades que podem aproveitar eventos ao longo do ano para compensar os custos elevados associados à Copa do Mundo.

O prefeito Quinton Lucas ponderou sobre o significado real da vitória para a cidade e quando seria o momento certo para esse tipo de investimento. Ele espera que o evento sirva como um teste para futuras iniciativas. A Copa do Mundo gera bilhões em receitas, dependendo das cidades-sede para financiar infraestrutura e segurança.

Recursos públicos foram utilizados para esses investimentos em Kansas City, enquanto a FIFA lucra com vendas de ingressos e patrocínios.

Com histórias positivas como as Olimpíadas de Atlanta em 1996 — que revitalizaram a economia local — Kansas City busca benefícios semelhantes. Os organizadores planejam eventos voltados a executivos e líderes empresariais presentes na cidade durante o torneio.

Importante ressaltar que não será necessário construir novos estádios, o que representa uma economia significativa para as finanças municipais.

Impacto no Mercado Imobiliário e Turístico

Ainda assim, surgem desafios adicionais: restrições de visto têm dificultado a chegada de turistas estrangeiros, enquanto investigações sobre preços abusivos dos ingressos estão em andamento. Um relatório recente indicou que as reservas em hotéis nas cidades-sede estão abaixo das expectativas devido ao cancelamento por parte da FIFA de blocos reservados anteriormente.

Assim, o setor turístico agora volta suas atenções para viajantes domésticos que podem optar por estadias curtas.

Em resposta à situação, Kansas City tem adaptado constantemente seus planos logísticos sobre transporte e hospedagem. No início do planejamento, havia preocupações quanto à disponibilidade de quartos; por isso, facilitou o aluguel temporário de residências.

Até maio deste ano, o crescimento nos anúncios desse tipo chegou a 56%, segundo Jamie Lane, economista-chefe da AirDNA.

Katherine Riedel decidiu alugar sua casa próxima ao centro pelo Airbnb durante o evento. Inicialmente listada por US$ 1.000 a diária, ela reduziu o preço pela metade após perceber baixa demanda. Riedel destacou que prefere ter reservas garantidas ao invés de esperar um retorno financeiro incerto.

Até agora, cerca de 55% dos imóveis disponíveis em Kansas City estão reservados durante os dias dos jogos, mas esse número pode aumentar conforme se aproxima a data do torneio. A Charlie Hustle lançou novas coleções inspiradas na Copa do Mundo e acredita no potencial do público visitante.

Já no Johnny’s Tavern, sócios estão ajustando suas ofertas enquanto tentam equilibrar as necessidades dos clientes habituais com as expectativas dos turistas internacionais.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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