Justiça Federal revoga prisão de cantor e impõe medidas cautelares; entenda o caso!

A Justiça Federal revoga a prisão do cantor nesta quarta-feira (13), garantindo sua liberdade sob medidas cautelares. Descubra os detalhes dessa decisão!

Justiça Federal Revoga Prisão de Cantor

A Justiça Federal decidiu, nesta quarta-feira (13), revogar a prisão preventiva do cantor, determinando sua soltura imediata. Segundo informações do Portal LeoDias, a decisão foi proferida pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que estendeu ao artista um habeas corpus já concedido ao empresário da Love Funk, Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, no início da semana.

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Com essa decisão, a liberdade do funkeiro está condicionada ao cumprimento de medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Dentre essas medidas, estão a obrigação de comparecer a todos os atos do processo, a proibição de deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial e a necessidade de comparecimento mensal ao juízo para comprovar suas atividades.

Restrições e Investigação

A decisão também impõe restrições à saída do país sem autorização prévia, exigindo a entrega do passaporte, caso exista. As mesmas condições foram aplicadas a Diogo Santos de Almeida, que também estava sendo investigado no mesmo contexto.

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MC Ryan SP e Diogo foram presos preventivamente em uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao setor do entretenimento.

A apuração teve início a partir da análise de dados armazenados em nuvem (iCloud) do investigado Rodrigo Morgado, apontado como contador do esquema. As informações foram obtidas em uma investigação anterior, a Operação Narco Bet. Segundo os investigadores, o grupo utilizava um mecanismo denominado “escudo de conformidade”, onde artistas e influenciadores digitais eram empregados para dar uma aparência de legalidade a movimentações financeiras de grande valor.

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Operação Narco Fluxo

O esquema operava em três frentes principais: a pulverização, que envolvia a entrada de valores sem origem comprovada por meio de eventos, produtos e ativos digitais; a dissimulação, que incluía o uso de criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie e transferências fracionadas; e a interposição de terceiros, utilizando laranjas, familiares e empresas de fachada para ocultar os verdadeiros beneficiários.

Conforme a investigação, o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, com bloqueio determinado pela Justiça. A Polícia Federal estima que o total possa ter chegado a até R$ 260 bilhões. A operação mobilizou mais de 200 agentes federais, que cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em nove estados e no Distrito Federal.

Durante a ação, foram apreendidos aproximadamente R$ 20 milhões em bens relacionados ao esquema, incluindo cerca de 55 veículos de luxo – entre eles modelos Porsche, BMW e uma réplica de carro de Fórmula 1 da McLaren – além de armas, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo e valores bloqueados em contas de criptomoedas.

Entre os alvos da operação estavam MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, influenciadores digitais e outros investigados ligados ao setor de entretenimento.