Justiça Federal prorroga afastamento de Gustavo Xavier, delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas
A prorrogação do afastamento de Gustavo Xavier visa proteger a investigação sobre fraudes em concursos públicos e evitar novas interferências no processo
Justiça Federal prorroga afastamento de delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas
A Justiça Federal decidiu prorrogar por mais dois meses o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier, em decorrência do risco de novas interferências dos investigados na apuração de um suposto esquema de fraudes em concursos públicos.
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Além de Xavier, o agente da Polícia Civil Eudson Oliveira de Matos também é suspeito na Operação Concorrência Simulada, deflagrada em março pela Polícia Federal.
O juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que apontou o risco de intervenção no processo policial após a perícia encontrar um aparelho celular na cela de Matos, que está na Central de Flagrantes da Polícia Civil de Alagoas devido a outra acusação.
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O MPF ressaltou a importância de Xavier, que, apesar de afastado do cargo de delegado-geral, continua atuando como delegado da Polícia Civil.
Necessidade de novo concurso
O MPF enfatizou a necessidade de um novo concurso para os cargos de agente e escrivão da Polícia Civil de Alagoas, visando evitar qualquer atuação indevida dos investigados. A operação teve início em 30 de março, com um prazo inicial de 60 dias.
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Segundo a denúncia, enquanto ocupava o cargo de delegado-geral, Xavier teria se beneficiado de regalias.
Detalhes da operação
No dia 17 de março, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Xavier e Eudson Oliveira de Matos, após investigação revelar um esquema em que integrantes infiltrados fotografavam questões de provas de concursos públicos nos locais de aplicação.
As respostas eram transmitidas aos candidatos por meio de fones conectados a celulares. Outra modalidade utilizada pelo grupo envolvia pessoas se passando por candidatos com documentos falsificados.
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Atuação de Xavier e medidas cautelares
O MPF destacou a atuação de Xavier em benefício de familiares em concursos do Banco do Brasil e em tentativas de fraude na Polícia Civil de Alagoas. O delegado-geral supostamente utilizava seu cargo para atuar internamente durante as provas e nas seleções de candidatos, tendo acesso a informações sigilosas.
Embora tenha havido um pedido de prisão preventiva, este não foi aceito pela Justiça. Com o avanço das investigações, foi determinada a medida de afastamento cautelar, que visa proteger a continuidade das apurações, sem implicar em condenação.
A CNN Brasil não conseguiu localizar a defesa dos investigados, e o espaço permanece aberto para manifestações.