Justiça do Rio mantém prisão de Goleiro Bruno após audiência decisiva; entenda o caso!
A Justiça do Rio de Janeiro mantém a prisão de Goleiro Bruno após audiência. Entenda os desdobramentos desse caso que chocou o país em 2010.
Justiça do Rio de Janeiro mantém prisão de Goleiro Bruno
A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão de Bruno Fernandes das Dores de Souza, conhecido como Goleiro Bruno, após uma audiência de custódia realizada no último sábado (9). O ex-jogador do Flamengo foi detido na quinta-feira (7).
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Na sua decisão, o juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda afirmou que o mandado de prisão contra Bruno permanece válido e que não houve revogação da medida judicial. O magistrado também determinou que o atleta seja transferido para um “estabelecimento penal compatível” com o regime semiaberto.
Bruno foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica, na zona Norte do Rio de Janeiro, na sexta-feira (8).
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Prisão em São Pedro da Aldeia
O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso na noite da quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, Bruno, que era considerado foragido, não resistiu à prisão e colaborou com as autoridades.
A ação foi resultado de uma troca de informações entre a Polícia Militar do Rio de Janeiro e a de Minas Gerais. Após a detenção, o goleiro foi levado à 125ª DP (São Pedro da Aldeia) para cumprimento do mandado de prisão, e posteriormente, a ocorrência foi encaminhada à 127ª DP (Armação dos Búzios).
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Contexto do caso
O caso teve início em junho de 2010, quando Eliza Samudio, então com 25 anos, desapareceu após informar a amigos que faria uma viagem. Na época, Bruno era o goleiro titular do Flamengo e vivia um momento de destaque na carreira. O relacionamento extraconjugal entre eles resultou em uma gravidez em 2009, e Eliza buscou o reconhecimento da paternidade por parte de Bruno, que negou e gerou uma série de conflitos judiciais.
As investigações revelaram que a morte de Eliza foi resultado de um plano elaborado por Bruno. Em fevereiro de 2010, nasceu Bruninho, filho do casal, e meses depois, em junho, a mãe desapareceu. Eliza foi vista pela última vez no sítio de Bruno, em Minas Gerais, onde a polícia encontrou evidências, como roupas e fraldas.
O bebê foi localizado posteriormente na periferia de Belo Horizonte. Apesar de Bruno nunca ter confessado o crime, outros envolvidos relataram que Eliza foi estrangulada e esquartejada. Um aspecto marcante do caso é que os restos mortais de Eliza nunca foram encontrados, mesmo após 15 anos do ocorrido.
Condenação e novos desdobramentos
Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio. Ao longo do tempo, ele passou por diferentes regimes de cumprimento de pena, mas a liberdade condicional foi revogada em março de 2026, quando a Justiça considerou que Bruno demonstrou descaso ao deixar o estado do Rio de Janeiro apenas quatro dias após receber o benefício.
Recentemente, o caso ganhou nova repercussão com a descoberta de um passaporte atribuído a Eliza Samudio em um imóvel em Portugal. O Consulado Geral do Brasil em Lisboa iniciou diligências para investigar o paradeiro.
O irmão de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, declarou à CNN Brasil que acredita na autenticidade do documento encontrado, pois os dados pessoais coincidem com os de Eliza. No entanto, ele ressaltou que ainda não há confirmação oficial das autoridades.
O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou novamente que Bruno Fernandes cumpra pena em regime fechado.