Justiça do Rio de Janeiro mantém prisão de Luan Lennon após furto forjado em redes sociais

Justiça do Rio de Janeiro mantém prisão de Luan Lennon após ele forjar furto para conteúdo nas redes sociais. Entenda os detalhes dessa polêmica!

Justiça do Rio de Janeiro Mantém Prisão de Luan Lennon

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do influenciador Luan Lennon no último sábado (9). Ele foi detido em flagrante após forjar um furto para compartilhar em suas redes sociais. O juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda negou os pedidos de relaxamento da prisão e de liberdade provisória feitos pela defesa.

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A detenção de Luan ocorreu na madrugada da última sexta-feira (8).

Conforme o registro na 4ª DP (Presidente Vargas), a Polícia Militar foi chamada para atender a uma denúncia de furto. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o suposto autor do crime já contido por populares. Luan Lennon afirmou que estava criando conteúdo para suas redes sociais quando teria filmado um homem furtando um celular de um carro.

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Segundo ele, ao perceber a ação, abordou o suspeito, recuperou o aparelho e acionou a polícia.

Testemunhas e Contradições

Testemunhas no local identificaram um homem conhecido como Rodrigo como o autor do furto. Os policiais realizaram uma revista pessoal e levaram Rodrigo à delegacia para prestar esclarecimentos. Na delegacia, um homem chamado Alberto relatou que havia estacionado seu carro nas proximidades e, ao retornar, notou uma movimentação suspeita.

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Ele foi informado por Luan e seus amigos que Rodrigo havia furtado seu celular.

O boletim de ocorrência indica que o celular era um Xiaomi Redmi Note 13, que Luan já havia recuperado antes da chegada da Polícia Militar. Luan, ouvido como testemunha, afirmou que estava gravando sobre a fiscalização de flanelinhas e registrou o momento em que Rodrigo retirava o celular do carro.

Quando o proprietário chegou, conseguiu desbloquear o telefone, confirmando ser o dono.

Investigação e Denunciação Caluniosa

No entanto, ao analisar as imagens apresentadas, a Polícia Civil encontrou discrepâncias: o celular nas gravações era de cor branca, diferente do Xiaomi mencionado. O homem apontado como suspeito declarou que estava em situação de rua e sob efeito de crack no momento do incidente.

Ele alegou ter sido incentivado por um flanelinha a retirar um celular de um veículo aberto em troca de R$ 30.

O suspeito também afirmou que a situação foi armada e que o aparelho retirado seria um iPhone XR branco, descrição que coincide com as imagens analisadas. Diante das contradições, o caso passou a ser investigado como possível denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime e simulação de flagrante.

A Polícia Civil confirmou, após investigação, que se tratava de um esquema, levando à identificação de outras duas pessoas envolvidas. Os três foram ouvidos e autuados em flagrante pelo crime de denunciação caluniosa.