Justiça determina júri popular para Giovane Correa Mayer por feminicídio em Florianópolis

Justiça confirma júri popular para Giovane Correa Mayer, acusado de feminicídio e estupro de Catarina Kasten em Florianópolis. Entenda os detalhes desse caso

Justiça confirma júri popular para acusado de feminicídio em Florianópolis

A Justiça anunciou, na última sexta-feira (8), que Giovane Correa Mayer, de 21 anos, será julgado por ter assassinado e estuprado Catarina Kasten, de 31 anos, na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis (SC), em novembro de 2025. Desde o dia do crime, Giovane está preso preventivamente e foi denunciado pelo Ministério Público por três crimes: feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, caracterizando uma sequência de atos violentos.

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A denúncia aponta que existem elementos de materialidade e indícios suficientes que ligam o réu aos crimes. O juiz manteve a prisão preventiva, justificando a necessidade de garantir a ordem pública devido à gravidade do caso.

A defesa de Giovane, em suas alegações finais, optou por discutir o mérito apenas na fase do júri, argumentando que não há elementos que justifiquem uma absolvição sumária. No entanto, cabe recurso em sentido estrito da sentença de pronúncia, e o prazo para isso ainda está aberto.

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A Justiça de Santa Catarina não divulgou a data do julgamento.

Detalhes da denúncia

Giovane Correa Mayer, que permanece preso desde o crime, foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. Segundo a acusação, o réu agiu com a intenção de matar, de forma consciente e voluntária, motivado pela condição de gênero da vítima.

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A denúncia relata que Giovane teria estrangulado Catarina com um cordão, resultando em sua morte por asfixia.

De acordo com o relatório, o crime foi cometido de maneira que dificultou a defesa da vítima, pois o estrangulamento ocorreu quando ela já estava debilitada devido à violência sexual que havia sofrido momentos antes. O documento ainda descreve que Giovane surpreendeu Catarina durante a trilha, arrastou-a para um local de difícil acesso e consumou o estupro.

Após o ato, ele abandonou o corpo em uma área pouco visível, cercada por mata e pedras.

Investigação do caso

Catarina Kasten, de 31 anos, foi encontrada morta após sair para uma aula de natação na trilha da Praia do Matadeiro. As buscas começaram quando seu companheiro notou seu desaparecimento, levando à descoberta do corpo em uma área de mata com sinais de estrangulamento e violência.

A investigação avançou rapidamente com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, que mostraram Giovane circulando na trilha momentos antes do ataque.

Ao ser encontrado em sua casa, o acusado confessou o crime espontaneamente e foi preso em flagrante. As roupas que ele usava durante o crime foram apreendidas como evidência. Catarina era professora de inglês e estudante na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que emitiu uma nota repudiando a violência contra mulheres.