Justiça de São Paulo mantém prisão de Fernando Sastre após acidente fatal com Porsche Azul

Justiça de São Paulo nega liberdade a Fernando Sastre, envolvido em acidente fatal. Entenda os detalhes e as controvérsias que cercam o caso!

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(Imagem de reprodução da internet).

Justiça de São Paulo nega pedido de liberdade a Fernando Sastre

A Justiça de São Paulo rejeitou, na última semana, um novo pedido para revogar a prisão preventiva de Fernando Sastre. Ele é o condutor do Porsche Azul que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e deixou ferido Marcus Vinicius Machado Rocha em um acidente ocorrido em março de 2024, na Zona Leste da cidade.

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Sastre permanece detido.

No pedido, a defesa de Sastre solicitou sua liberação com a imposição de medidas cautelares. Contudo, a juíza Fernanda Perez Jacomini, da 1ª Vara do Júri da capital, negou a solicitação, afirmando que existem “indícios suficientes” para a manutenção da prisão.

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O documento destaca que os relatos testemunhais e outras provas indicam que o réu, possivelmente sob influência de álcool, colidiu com o veículo da vítima, resultando em sua morte.

Argumentos da defesa e situação do réu

Em entrevista à CNN Brasil, Jonas Marzagão, advogado de Sastre, ressaltou que ele é o único réu em um caso de acidente com morte que não está em liberdade em São Paulo. “Todos os outros casos similares, mesmo com mais vítimas ou embriaguez comprovada, estão soltos”, afirmou.

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Marzagão também destacou que Fernando permaneceu no local até a chegada dos socorristas e que não foi submetido ao teste do bafômetro devido à falta do aparelho.

O advogado ainda mencionou que, após a decretação da prisão preventiva, Fernando se apresentou espontaneamente à polícia, o que demonstra sua colaboração e reduz o risco de fuga. Ele responde por homicídio qualificado por “perigo comum” e lesão corporal grave, após o acidente que ocorreu enquanto dirigia seu Porsche em alta velocidade no Tatuapé.

Detalhes do acidente

O acidente aconteceu na madrugada do domingo de Páscoa, em 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, onde o limite de velocidade é de 50 km/h. Após o acidente, os policiais permitiram que Sastre deixasse o local com a ajuda da mãe, que afirmou que o levaria ao hospital.

Quando os agentes retornaram ao hospital para realizar o teste do bafômetro, não encontraram nenhum dos dois.

Uma sindicância da Polícia Militar apontou que os agentes cometeram um erro ao não realizar o teste do bafômetro imediatamente após o acidente. O condutor do Porsche se apresentou no 30º Distrito Policial do Tatuapé quase 40 horas depois do ocorrido, no dia 1° de abril, data em que Viana foi enterrado em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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