Juliano Cazarré e Vera Iaconelli debatem masculinidade e violência na GloboNews
Juliano Cazarré provoca debate sobre masculinidade e violência na GloboNews. Ele defende homens que servem à sociedade e critica rótulos negativos. Confira!
Debate sobre Masculinidade e Violência na GloboNews
Na terça-feira (12), Juliano Cazarré participou do GloboNews Debate, programa apresentado por Julia Duailibi. Durante a atração, ele foi questionado sobre o tipo de homem que deseja formar através de O Farol e a Forja, um evento que idealizou, cujo lema é que os homens devem assumir suas responsabilidades. “Basicamente, homens que sirvam.
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Acredito que esse é o papel do homem e sempre foi. O homem que não sabe resolver um problema é, em si, um problema. Falo de homens que sirvam à família, à esposa, à sociedade e a Deus”, afirmou o artista.
Cazarré também comentou sobre a percepção negativa que muitos têm sobre a masculinidade. “Estou me dirigindo a homens e meninos que, há 20 anos, são considerados tóxicos apenas por serem homens. Vivemos em uma cultura que rotula todo homem como um potencial assassino.
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Esses homens não são assassinos em potencial, são bons, mas estão sem espaço no debate”, destacou. Ele enfatizou que a narrativa atual sugere que 99% dos homens são assassinos de mulheres, o que não é verdade. “É 1%. Vamos colocar esse 1% na cadeia?
Eu sou a favor”, garantiu o ator.
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Críticas ao Discurso de Cazarré
A psicanalista Vera Iaconelli, que também participou do debate, expressou preocupação com a abordagem de Cazarré. “Os Red Pill são obviamente problemáticos, mas o seu discurso é sedutor, pois contém elementos de valor. No entanto, há uma dificuldade em reconhecer o papel do homem na sociedade, que parece se resumir a se exaltar”, criticou Vera.
Ela ressaltou que a crise da masculinidade está ligada à consciência de que muitos homens estão fazendo coisas erradas. “É uma crise moral ao perceber que as mulheres estão sendo vítimas de violência, que meninas engravidam precocemente. Algo está muito errado”, afirmou.
Reflexão sobre a Masculinidade
Iaconelli argumentou que o mal-estar atual deveria levar os homens a uma reflexão mais profunda. “O que os homens estão fazendo? Eles devem se unir para se sentirem bem novamente? Não! É preciso passar por um desconforto que os faça mudar de perspectiva, em vez de se unirem em um discurso de força que remete aos anos 50”, concluiu.
O debate gerou repercussão, com Vera Iaconelli tentando explicar que a abordagem de Cazarré pode estar relacionada à violência contra as mulheres e à “brotheragem” que perpetua esses problemas em um contexto conservador.