A Dolce & Gabbana fez história ao criar sua primeira fantasia de Carnaval. A iniciativa marca o retorno de Juliana Paes como Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro, após 17 anos, e representa uma estratégia ousada: inserir o Carnaval brasileiro no universo do luxo internacional.
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A marca italiana e a escola de Niterói uniram forças para desenvolver uma peça que vai além de um figurino para o desfile, simbolizando um posicionamento estratégico.
Um Movimento Estratégico
A colaboração entre a grife e a escola de samba visa transformar o Sambódromo em uma vitrine de capital cultural e fortalecer a presença global da Dolce & Gabbana. Tamara Lorenzoni, especialista em mercado de luxo, destaca que essa ação reflete uma nova perspectiva sobre o Carnaval, como um território de desejo e narrativa, cada vez mais observado por um público internacional de alto poder aquisitivo.
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Ilhas de Experiência e Narrativas de Luxo
Segundo Lorenzoni, a união de códigos estéticos entre a alta costura e a manifestação popular representa uma operação de narrativa. O luxo reconhece no Carnaval brasileiro uma potência estética e cultural, capaz de dialogar com o mundo sem perder sua singularidade.
A fantasia de Juliana Paes para o desfile da Unidos do Viradouro é um exemplo dessa “ilha de experiência”, um projeto que entrega excelência, curadoria e controle da jornada do cliente, mesmo em ambientes complexos.
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Desafios e Perspectivas Futuras
A especialista enfatiza que o desafio agora é expandir essa presença além do evento pontual, conectando as “ilhas de experiência” em um sistema mais consistente que sustente o luxo brasileiro ao longo do ano. O Carnaval demonstra a demanda nacional e internacional, a aceitação de preços globais e a capacidade de entregar excelência, abrindo caminho para um futuro promissor para o setor.
Conclusão: O Carnaval como Palco de Desejo e Legado
Ao vestir Juliana Paes na Marquês de Sapucaí, a Dolce & Gabbana não apenas criou uma fantasia, mas inscreve seu nome em uma das maiores narrativas culturais do país, confirmando que o Carnaval, sob uma lente estratégica, é mais do que uma festa. É um palco de permanência, desejo e legado, um espaço onde a herança europeia e o enraizamento cultural brasileiro se encontram em uma experiência única e sofisticada.
