
Juliana Alves, 43 anos, que lidera a Unidos da Tijuca, comentou sobre a relevância do enredo que homenageia Carolina Maria de Jesus. A atriz, que já foi rainha de bateria da escola, enfatizou o significado simbólico dessa homenagem. Após a dispersão, ela planeja retornar ao desfile para se juntar à ala de amigos artistas e escritores, vivendo uma verdadeira dupla jornada na avenida.
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“É uma responsabilidade enorme, porque é um lugar de honra e uma alegria difícil de expressar. Estou feliz em ver a escola trazendo um enredo como esse e tantas pessoas que estavam distantes da folia”, destacou Juliana. Para ela, eternizar a trajetória de uma das vozes mais influentes da literatura brasileira reafirma a importância de sua obra e o que ela representa para o povo brasileiro. “Trazer isso para a Avenida é uma grande homenagem, a melhor que alguém pode receber”, completou.
A atriz também enfatizou o impacto coletivo do tributo. “A história dela é inspiradora, pois superou muitos desafios, mas viveu em invisibilidade por um longo tempo e enfrentou muito sofrimento. Precisamos olhar para essa história e aprender com ela”, afirmou.
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Juliana ressaltou a importância de reconhecer não apenas o legado histórico de Carolina, mas também as vozes contemporâneas que continuam a lutar e resistir. “Não desejamos apenas histórias de superação, mas que as mulheres negras possam viver com dignidade e respeito, representando o bem viver da mulher negra.
Ao homenagear Carolina Maria de Jesus, também homenageamos as escritoras que estão na luta por reconhecimento hoje”, concluiu.
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Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.