Julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros: Justiça para Henry Borel em foco hoje!

Julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros
O tribunal realiza, nesta segunda-feira (25), o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, ambos acusados pela morte de Henry Borel, que ocorreu em março de 2021. O conselho de sentença, composto por sete jurados, será responsável por decidir o futuro dos réus, que enfrentam acusações de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
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O desfecho deste caso chega após anos de recursos e manobras jurídicas que tentaram adiar a sessão ou anular provas. A justiça retoma o julgamento da morte de Henry Borel cinco anos após o ocorrido, trazendo à tona a dor e a busca por justiça da família.
Expectativas e Apelos por Justiça
Na chegada ao Tribunal do Júri, Leniel Borel, pai de Henry, expressou um misto de gratidão e ansiedade, fazendo um forte apelo por justiça. Ele enfatizou que o julgamento não diz respeito apenas ao nome de seu filho, mas também à proteção das crianças no Brasil.
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A equipe jurídica de Monique Medeiros argumenta que ela vivia um relacionamento abusivo com Jairinho, apresentando-o como um agressor que vitimiza pessoas como ela. Por outro lado, os advogados do ex-vereador negam as agressões e sustentam que a morte foi acidental.
Defesas e Acusações
As defesas de Dr. Jairinho e Monique Medeiros apresentam estratégias distintas. A defesa do ex-vereador questiona laudos do Instituto Médico Legal (IML), alegando que houve mudanças nos documentos 40 dias após a morte da criança. Eles argumentam que existem “informações desencontradas” sobre a causa do óbito e as lesões encontradas.
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Já a defesa de Monique busca desvinculá-la da responsabilidade direta ou por omissão, retratando-a como uma vítima de violência psicológica, sem condições de agir para evitar o crime. Essa abordagem visa convencer os jurados de sua inocência.
Atuação do Ministério Público
O Ministério Público do Rio de Janeiro atua em conjunto com Leniel Borel, que participa como assistente de acusação. A promotoria sustenta que houve agressões reiteradas e que os réus tentaram ocultar a verdade por meio de fraude processual. O pai da vítima tem o direito de interrogar testemunhas e participar dos debates orais, conforme prevê o Código de Processo Penal.
O rito do Tribunal do Júri estabelece que, em caso de condenação com pena superior a 15 anos, os réus podem ser submetidos à prisão imediata ainda no tribunal, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão, os jurados ficam incomunicáveis e devem decidir com base nas provas apresentadas, respondendo a quesitos sobre a materialidade do fato e a autoria dos crimes.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



