Julgamento da Morte de Henry Borel é retomado; Dr. Jairinho responde a perguntas da defesa

O julgamento da morte de Henry Borel recomeça hoje no Rio de Janeiro, com depoimentos e debates cruciais. O que será decidido? Clique e descubra!

(Imagem de reprodução da internet).

Retomada do Julgamento da Morte de Henry Borel

O julgamento da morte de Henry Borel será reiniciado nesta quarta-feira (3) no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, após a realização dos interrogatórios dos réus na terça-feira (2). O depoimento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr.

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Jairinho, começou às 16h52. Jairinho está respondendo apenas às perguntas feitas pela defesa. Mais cedo, ele foi acusado pelo ex-vereador pela morte do menino.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), após a conclusão da fase de instrução do processo, o julgamento avança para a próxima etapa. Inicialmente, o Ministério Público apresentará a acusação dentro dos limites estabelecidos pela pronúncia.

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Em seguida, o assistente de acusação terá a oportunidade de se manifestar, seguido pelas defesas dos réus. Como há dois acusados, o tempo para os debates será maior.

A acusação terá um prazo de até 2h30 para a sustentação oral. Após isso, cada defesa poderá apresentar seus argumentos aos jurados, também por até 2h30. O Ministério Público terá a chance de fazer uma réplica por até duas horas, enquanto as defesas poderão realizar a tréplica, com o mesmo limite de tempo.

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Após os debates, os jurados poderão solicitar esclarecimentos adicionais e consultar partes do processo.

Esclarecimentos e Votação

Se for necessário investigar mais algum fato considerado essencial, o juiz poderá determinar diligências antes da votação. Na fase final, o Conselho de Sentença responderá a perguntas sobre autoria, materialidade do crime e a possível absolvição dos acusados.

As decisões serão tomadas pela maioria dos votos dos jurados. Após a votação, caberá ao juiz anunciar a sentença.

Interrogatório de Jairo Souza Santos Júnior

O réu também mencionou que brincava da mesma forma com seu próprio filho, mas que não era algo escondido. Ele ressaltou que raramente ficava sozinho com Henry, afirmando: “Eu nunca levei o Henry nem pra comprar uma bala sozinho”. Segundo ele, o único dia em que se recorda de ter ficado sozinho com o menino foi quando a babá e a empregada doméstica também estavam presentes.

Emoções Durante o Julgamento

Jairinho se emocionou ao olhar uma foto de seu sobrinho Theo, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). No início de seu depoimento, ele falou sobre a relação com o menino e destacou a forte ligação entre eles. As perguntas estão sendo feitas por uma advogada da defesa, enquanto Monique Medeiros não está presente no plenário durante o julgamento.

Relato de Monique Medeiros

Durante seu interrogatório, Monique Medeiros afirmou que a personalidade de Jairinho mudou gradualmente, e que inicialmente interpretava algumas atitudes dele como demonstrações de cuidado. Ela relatou episódios de ciúmes, controle e violência durante o relacionamento.

Segundo Monique, eles se conheceram em agosto de 2020, através do Instagram, e começaram a se relacionar após as eleições daquele ano.

Monique contou que o controle começou quando Jairinho pediu acesso à sua localização em tempo real, algo que ela acreditava ser uma demonstração de preocupação. Com o tempo, o então vereador passou a controlar suas amizades, roupas e publicações nas redes sociais. “Não gostava que eu conversasse com homens nem que publicasse fotos de biquíni”, afirmou.

Ela também mencionou que Jairinho dizia que, por ser um homem “politicamente exposto”, ela precisava mudar a forma de se vestir.

A ré ainda declarou que chegou a suspeitar que o ex-vereador havia grampeado seu telefone, pois ele parecia saber detalhes sobre sua rotina, os lugares que frequentava e até as roupas que usava.