Investigação da Corregedoria do TRT-2 Revela Conflito de Horários e Salário
A Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, sediado em São Paulo, iniciou uma investigação sobre a atuação da juíza Adriana de Jesus Pita Colella. A apuração surgiu após a reportagem da repórter , do O Estado de S. Paulo, expor uma série de irregularidades em sua trajetória profissional.
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A juíza acumulou atividades controversas nos últimos anos, envolvendo tanto o exercício de funções na Justiça do Trabalho quanto o curso de medicina.
Curso de Medicina e Conflito de Horários
Adriana de Jesus Pita Colella passou os seis anos anteriores cursando medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UMS). Durante esse período, ela também atuava como juíza de segunda graduação em Santos, no litoral de São Paulo. A principal questão que motivou a investigação é a incompatibilidade entre o horário de estudo na universidade – das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira – e o expediente da Justiça do Trabalho, que compreende das 11h30 às 18h em São Paulo.
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Salário Superior à Renda Básica do Servidor
Além do conflito de horários, a situação se agravou com o salário da juíza. Em 2025, o valor da magistrada foi de R$ 76.800, o que representa um valor superior ao teto constitucional para o funcionalismo público, que é de R$ 46.366,19. A reportagem do Estado de S.
Paulo aponta que, internamente no tribunal, houve tentativas de impedir a promoção de Adriana, mas o presidente do Tribunal, Valdir Florindo, manteve a nomeação da juíza como titular.
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Investigação em Sigilo
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) emitiu uma nota à TV Bandeirantes informando que está apurando a situação, mas que o processo está sob sigilo. A juíza Adriana de Jesus Pita Colella não se manifestou sobre as denúncias. A Corregedoria busca esclarecer os fatos e determinar as medidas cabíveis diante da aparente incompatibilidade entre as atividades exercidas e a legislação vigente.
