Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou a maior parte dos argumentos apresentados por Blake Lively em seu processo contra Justin Baldoni. As alegações de assédio sexual durante as filmagens do drama romântico “É Assim Que Acaba”, de 2024, foram indeferidas.
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A decisão foi proferida pelo juiz distrital Lewis Liman, em Manhattan, após mais de um ano de litígios relacionados ao filme, no qual ambos atuaram.
Os advogados de Lively e Baldoni, que também dirigiu a produção, não se manifestaram imediatamente após a decisão. Liman descartou as reivindicações de assédio sexual de Lively contra Baldoni e outros réus, alegando questões de jurisdição, uma vez que a suposta conduta ocorreu em um local diferente da Califórnia, onde a ação foi ajuizada.
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O juiz indicou que Lively poderia processar a Wayfarer Studios, a empresa de Baldoni, por retaliação, além de ações contratuais e de cumplicidade contra outros réus.
O caso de Lively tem atraído a atenção de diversas personalidades em Hollywood, incluindo a cantora Taylor Swift, a modelo Gigi Hadid e o ator Hugh Jackman, que, segundo Lively, podem ter informações relevantes para suas alegações. Em dezembro de 2024, Lively processou Baldoni, Wayfarer e outros, buscando indenização não especificada por assédio, difamação, invasão de privacidade e violações de direitos civis.
A atriz alegou que os réus criaram um ambiente de trabalho hostil e tentaram silenciá-la e outros colaboradores sobre essa atmosfera. Baldoni, por sua vez, defendeu que abordou as preocupações de Lively assim que foram levantadas e que tinha o direito de contratar uma empresa de gerenciamento de crises após ela começar a criticá-lo publicamente.
Durante uma audiência em 22 de janeiro, o advogado de Baldoni, Jonathan Bach, argumentou que as alegações de Lively eram baseadas em “pequenas ofensas” que, somadas, não sustentavam a acusação de um ambiente de trabalho hostil. A advogada de Lively, Esra Hudson, contra-argumentou que Baldoni ultrapassou limites em várias ocasiões, incluindo a adição de conteúdo sexual desnecessário ao roteiro.
Hudson destacou uma sequência de dança em que Baldoni supostamente “acariciou” Lively sem consentimento e uma cena em que a personagem de Lively, durante um parto, foi pressionada a usar pouca roupa e simular nudez. O juiz Liman observou que a conduta de Baldoni parecia direcionada à personagem de Lively, e não à atriz em si, ressaltando a importância da liberdade criativa dentro dos limites de um roteiro acordado.
“É Assim Que Acaba” apresenta Lively como uma florista que se casa com um neurocirurgião interpretado por Baldoni. O personagem dele se torna abusivo, relembrando a personagem de Lively de seu relacionamento familiar, e o casamento se desfaz quando ela se reconecta com seu primeiro amor, que se tornou chef e proprietário de um restaurante.
Apesar das críticas mistas, o filme arrecadou mais de US$351 milhões globalmente, segundo dados do Box Office Mojo.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.
