JPMorgan Chase promove Doug Petno e Troy Rohrbaugh a copresidentes após aposentadoria de Marianne

A promoção de Doug Petno e Troy Rohrbaugh a copresidentes do JPMorgan Chase marca uma nova fase na liderança do banco, após a aposentadoria de Marianne Lake.

Jamie Dimon, presidente do conselho e CEO do JPMorgan Chase & Co. discursa no Economic Club of New York, em Nova York, Estados Unidos

O JPMorgan Chase anunciou mudanças significativas em sua liderança, promovendo Doug Petno e Troy Rohrbaugh a copresidentes. A decisão ocorre juntamente com a aposentadoria de Marianne Lake, uma executiva sênior que era vista como uma forte candidata para suceder Jamie Dimon, atual presidente – executivo do banco.

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Essas alterações diminuem o número de potenciais sucessores de Dimon, que tem se destacado em Wall Street por mais de duas décadas.

A influência de Dimon é vasta, com suas opiniões sobre economia e regulamentação sendo amplamente seguidas por investidores e autoridades. A busca por seu sucessor tem sido um tema recorrente nas discussões sobre a transição corporativa nos Estados Unidos.

Na quinta – feira, foi confirmado que Rohrbaugh assumirá a presidência do banco de varejo e comunidade, enquanto Petno será presidente do banco comercial e de investimentos.

Impacto da aposentadoria de Marianne Lake

Lake, que estava no JPMorgan há mais de 25 anos, era considerada uma das principais opções para assumir o cargo deixado por Dimon. Sua saída surpreendeu analistas e o mercado financeiro, que esperavam que o banco pudesse nomear uma mulher para o cargo mais alto. “É muito surpreendente que Lake não tenha sido escolhida”, comentou Walter Todd, diretor de investimentos da Greenwood Capital Management.

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Ele destacou que havia expectativas em torno da possibilidade do JPMorgan ter uma CEO mulher.

A expectativa agora gira em torno do futuro profissional de Lake e se ela encontrará um novo espaço em outra instituição financeira. Brian Mulberry, gestor de portfólio da Zacks Investment Management, mencionou que “não seria surpreendente se ela acabasse em um banco concorrente depois de algum tempo”, citando o Citi como um potencial destino devido à sua fase de crescimento.

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Durante sua trajetória no JPMorgan, Lake ocupou cargos importantes, incluindo o de presidente – executiva de crédito ao consumidor e diretora financeira. Junto com Jennifer Piepszak, que também era cogitada para a sucessão mas retirou sua candidatura no ano passado, Lake supervisionou a integração do First Republic Bank após a aquisição pelo JPMorgan.

Novos copresidentes e bônus

No anúncio das novas funções, Dimon ressaltou: “As mudanças anunciadas hoje representam um passo importante no processo criterioso do nosso conselho em relação ao planejamento de sucessão”. Para reforçar as novas lideranças, o banco concedeu bônus únicos de retenção de US 30 milhões cada para Petno e Rohrbaugh.

Já Piepszak e Mary Erdoes receberão US 20 milhões cada por suas contribuições contínuas à instituição.

Analistas do Wells Fargo destacaram Petno e Rohrbaugh como os favoritos na corrida pela liderança futura do banco. No entanto, eles não descartam outros nomes como Piepszak ou até mesmo candidatos externos para a posição quando chegar o momento.

O legado de Jamie Dimon

Jamie Dimon assumiu a presidência do JPMorgan em janeiro de 2006 e tornou – se presidente do conselho no ano seguinte. Sob sua liderança, o banco alcançou uma capitalização de mercado superior a US 890 bilhões — mais do que os dois maiores concorrentes juntos.

As ações do JPMorgan subiram cerca de 750% desde que ele assumiu o comando.

A relevância contínua de Dimon gerou especulações sobre sua possível ascensão a um cargo no governo dos EUA no futuro. Contudo, ele não apresentou um cronograma claro para sua saída e reafirmou frequentemente que está focado no planejamento sucessório dentro da organização.

Ebrahim Poonawala, analista do Bank of America, comentou sobre as recentes mudanças: “Dimon demonstrou grande envolvimento na gestão do banco e acreditamos ser o mais indicado para conduzir a instituição durante transformações rápidas no setor bancário.” Em fevereiro deste ano, ele afirmou: “Estarei aqui por alguns anos como presidente – executivo e talvez mais alguns como presidente do conselho”.