JPMorgan aponta Brasil como “porto seguro”, mas alerta sobre queda no mercado acionário

JPMorgan Analisa Mercado Brasileiro e Latino-Americano
Os analistas do JPMorgan consideram que o Brasil e a América Latina continuam a ser percebidos como um “porto seguro” e uma opção de diversificação em relação a mercados emergentes com forte presença no setor de tecnologia. No entanto, eles observam que o mercado acionário brasileiro pode estar perdendo força após o rali observado no início do ano.
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Em um relatório enviado a clientes na terça-feira, a equipe do banco afirma que, no médio prazo, as ações brasileiras devem apresentar uma movimentação lateral, devido ao ritmo mais lento de afrouxamento monetário e à incerteza em torno das eleições.
O relatório também destaca que o real já se encontra em um nível robusto e não deve se valorizar significativamente, o que representa um fator assimétrico para investidores estrangeiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve um aumento superior a 16% no primeiro trimestre, mas, apesar de ter ultrapassado a marca de 199 mil pontos em sua máxima intradia, acumulou uma queda de cerca de 3% em maio.
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Fluxos Estrangeiros e Tendências do Mercado
A equipe do JPMorgan notou que os fluxos de investimento estrangeiro para o Brasil se tornaram consideravelmente negativos desde meados de abril. Eles acreditam que essas saídas não são exclusivas do Brasil, já que também houve uma diminuição nos fluxos para outros mercados emergentes.
Os dados indicam que os fluxos para emergentes atingiram um pico de US$ 86 bilhões no acumulado do ano antes do conflito, mas atualmente estão em US$ 70 bilhões.
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Além disso, os analistas mencionaram uma mudança significativa em direção a ações de tecnologia, com o Banco Central do Brasil reduzindo as taxas de juros em um ritmo menor do que o esperado pelos mercados. O Federal Reserve adotou uma postura mais “hawkish”, e o real se fortaleceu.
Em maio, conforme dados da B3 até o dia 8, o saldo de capital externo na bolsa estava negativo em quase R$ 3,2 bilhões. Abril, por sua vez, fechou com uma entrada líquida de cerca de R$ 3,2 bilhões, excluindo follow-ons e IPOs, mas até o dia 15, esse saldo era de R$ 14,6 bilhões.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



