“Marty Supreme” (2025): Josh Safdie atinge o ápice com atuação intensa de Benny Safdie! Um mergulho visceral na busca pelo sucesso e na fragilidade humana. 🎬🔥
O universo dos Irmãos Safdie continua a explorar temas complexos como a busca pelo sucesso e a fragilidade da condição humana. Mesmo com projetos distintos, eles compartilham uma visão consistente sobre as dinâmicas de poder e as consequências da ambição. “Marty Supreme” (2025), dirigido por Josh Safdie, surge como uma obra madura, que examina o conceito de orgulho – ou o que chamamos de “orgulho americano” – e a paz interior que pode emanar dele.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O filme se destaca por sua abordagem sensorial e experimental, lembrando, de certa forma, o estilo característico de Martin Scorsese em “Depois de Horas” (1985).
Benny Safdie se destaca na composição de seu personagem, entregando uma resposta emocional que ressoa com o público. Josh Safdie, por sua vez, utiliza a movimentação da câmera como um motor para intensificar a experiência do espectador, buscando evocar a urgência de um indivíduo em constante movimento, em busca de um destino.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa abordagem se manifesta em cenas marcantes, onde se vê alguém correndo desesperadamente em direção a uma saída, até encontrar seu lugar no mundo.
“Marty Supreme” (2025) é um filme que irradia sensualidade em múltiplos níveis. Essa energia se manifesta tanto na tensão latente entre o elenco, composto por talentosos atores, quanto na trilha sonora New Wave, que transporta o espectador para o espírito vibrante dos anos 80, mesmo que a trama se passe na década de 50. É notável como Timothée Chalamet, que tem demonstrado certa arrogância recentemente, entrega uma performance de tal segurança que dificulta qualquer crítica.
A justiça e a segurança são temas centrais em “Marty Supreme” (2025), assim como o orgulho. Essa reflexão se estende ao trabalho de Benny Safdie em “Coração de Lutador” (2025), onde ele explora a ideia de que a justiça pessoal é a única que realmente importa.
A paz interior só é alcançável quando se reconhece que a única pessoa a quem se deve provar algo é você mesmo. Elementos como religião, esportes, troféus e o sistema judiciário são, na verdade, meros artifícios utilizados para lidar com os próprios pecados e aliviar o peso da vida.
A estreia de Josh Safdie como diretor solo é marcada por uma sensação de liberdade e confiança. O filme representa o auge da paz de espírito criativa de um homem que vive em sua melhor fase. A chegada de “Marty Supreme” (2025) nos cinemas brasileiros, em 22 de janeiro, promete ser um evento cinematográfico imperdível.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.