Josh D’Amaro assume como CEO da Disney em meio a desafios, após resultados financeiros sólidos. O que espera o novo líder? Descubra os desafios e oportunidades!
A Disney anunciou que Josh D’Amaro será o novo CEO, substituindo Bob Iger no próximo mês. Antes dessa mudança, a empresa divulgou seus resultados financeiros na manhã de segunda-feira (2). Esses números refletem a realidade do império que D’Amaro irá liderar.
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Em resumo, o último trimestre foi sólido, superando as expectativas de Wall Street.
Os lucros do streaming, incluindo Hulu, ESPN e Disney+, juntamente com a unidade de parques temáticos e cruzeiros, alcançaram uma receita recorde de US$ 10 bilhões. Embora esses números sejam impressionantes, a avaliação da Disney está em uma curva, e os investidores mantêm as ações em neutro desde 2022, aguardando a nova era prometida pelo retorno de Iger.
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Apesar dos resultados positivos, D’Amaro enfrentará desafios significativos em sua nova função. Um dos principais problemas é a transformação da TV. O modelo tradicional de assistir programação linear está em declínio, o que representa um dilema para a Disney, que possui ativos como ABC e ESPN.
Abandonar a TV linear não é uma opção simples, devido a contratos publicitários e acordos com redes. A Disney já considerou vender suas redes lineares, mas Iger mudou de ideia e decidiu mantê-las. Agora, D’Amaro terá que decidir se competirá ou se unirá a outras empresas que estão optando por cisões.
O streaming também apresenta um cenário desafiador. Embora a Disney tenha alcançado lucros de US$ 450 milhões no último trimestre com Disney+, Hulu e ESPN, o aumento de preços pode levar os assinantes a cancelarem suas assinaturas, especialmente em tempos de recessão.
Um exemplo disso ocorreu quando a ABC demitiu Jimmy Kimmel, resultando em um aumento significativo de cancelamentos no Hulu e Disney+. A situação mostra como a lealdade dos assinantes pode ser volátil e como a Disney precisa gerenciar cuidadosamente sua base de clientes.
Em 2025, a Disney teve sucesso nas bilheteiras com filmes como “Zootopia 2” e “Lilo & Stitch”, mas também enfrentou fracassos notáveis, como a nova versão de Branca de Neve e “Elio” da Pixar. Os custos de produção permanecem altos, mas os retornos não são mais os mesmos.
As vendas de bilheteira nos EUA ainda não se recuperaram aos níveis anteriores à pandemia, com muitos optando por assistir filmes em casa. Além disso, a fusão entre Warner Bros. Discovery e Netflix pode criar um concorrente ainda mais forte para a Disney.
A competição pela atenção do público se expandiu além dos estúdios de cinema e serviços de streaming. Agora, a Disney compete com plataformas como YouTube e TikTok, que oferecem conteúdo gratuito e atraente. Em resposta, a Disney firmou um acordo de licenciamento com a OpenAI para permitir que usuários do aplicativo Sora integrem personagens em vídeos gerados por IA.
Esse acordo, uma das últimas iniciativas de Iger, traz riscos, pois a introdução de propriedade intelectual no mundo da IA pode diluir a marca Disney e alienar criadores humanos.
D’Amaro também terá que liderar sob a sombra de Bob Iger, que foi sinônimo da Disney por 25 anos. A última vez que Iger se afastou, deixou a empresa nas mãos de Bob Chapek, que enfrentou dificuldades durante a pandemia e em questões de relações públicas.
O conselho da Disney garantiu que o planejamento da sucessão foi disciplinado e estruturado, prometendo que não haverá os mesmos dramas do passado. James Gorman, presidente do conselho, afirmou que a empresa está confiante de que D’Amaro poderá conduzir a Disney em uma nova direção.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.