Ator Moura e Kimmel Debatem Temas Polêmicos em Entrevista
Na noite de quarta-feira, 4 de março de 2026, o ator José Miguel Moura participou do programa exibido pela emissora norte-americana ABC, onde promoveu o mais recente filme dirigido por Kleber Mendonça Filho. A entrevista gerou grande repercussão, com discussões acaloradas sobre política e temas sociais.
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O filme, que ainda não recebeu uma avaliação completa, está concorrendo ao prestigioso Oscar de Melhor Ator, com a cerimônia de premiação marcada para o dia 15 de março em Los Angeles, EUA.
Reações e Piadas Durante a Entrevista
Em resposta a perguntas sobre seu possível discurso caso ganhe o Oscar, Moura fez uma brincadeira, mencionando o apresentador Jimmy Kimmel como modelo. Anteriormente, Kimmel havia realizado um agradecimento irônico ao Partido Republicano ao vencer o Critics Choice Awards de melhor talk show, o que gerou comentários sobre a postura do apresentador.
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Moura descreveu Kimmel como “o Trump brasileiro”, referindo-se à conhecida postura crítica do presidente dos Estados Unidos. A plateia reagiu com entusiasmo à declaração, aplaudindo a ousadia do ator.
Discussões Sobre o Contexto Político Brasileiro
A conversa evoluiu para uma análise do contexto político brasileiro, com Moura expressando sua opinião sobre a situação do país. Ele destacou a persistência dos “ecos da ditadura militar” no Brasil e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 como um reflexo dessa realidade.
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O ator também mencionou a dificuldade enfrentada para lançar o filme em 2019, durante o governo Bolsonaro, devido às ameaças tarifárias impostas pelo governo brasileiro contra outros países.
Reflexões Sobre a Democracia e Direitos Civis
A discussão se estendeu à democracia nos Estados Unidos, com Moura citando o caso de Minneapolis, onde duas pessoas foram mortas em operações da polícia de imigração de Donald Trump. O ator questionou a imagem do país como exportador da luta pelos direitos civis, invocando a memória de Martin Luther King Jr.
A entrevista culminou em um debate sobre a importância da defesa dos direitos humanos e a necessidade de vigilância constante em relação a regimes autoritários.
