Jornais iranianos alertam sobre preparação para conflito com EUA e Israel

Manchetes dos Jornais Iranianos Refletem Preparativos para Conflito
As manchetes dos jornais iranianos nesta segunda-feira (11) destacaram a preparação do país para uma possível retomada do conflito com os Estados Unidos e Israel. Um dia após o Irã apresentar uma contraproposta que foi rejeitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, as publicações focaram na mobilização militar e nos avisos de que Washington enfrentaria consequências severas, além de reafirmar que o Irã não se submeteria à pressão externa.
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O Kayhan, um dos jornais conservadores mais influentes do Irã e amplamente visto como alinhado ao falecido líder supremo aiatolá Ali Khamenei, trouxe a manchete: “Mísseis e drones da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) estão apontados para navios e bases inimigas”.
O Resalat, outro jornal conservador pró-Khamenei, destacou que “a máquina de guerra americana” não pode resistir “à poderosa onda da defesa ofensiva do Irã”. Além disso, o jornal mencionou a “retaliação por Beirute”, referindo-se à aliança com o grupo libanês Hezbollah, que é apoiado pelo Irã e está em conflito com Israel.
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Reações e Análises nos Jornais
O jornal oficial do governo, “Iran“, enfatizou que “negociação não é rendição” e que “a bola está com Washington”, após Teerã enviar sua resposta aos EUA por meio de intermediários paquistaneses. O “Hamshahri Tehran”, de tendência conservadora, trouxe como manchete principal “Zona de guerra do Irã”, com subtítulos abordando “minas navais” e “cidades subterrâneas de mísseis”.
O jornal Jam-e Jam, vinculado à emissora estatal IRIB, publicou uma manchete intitulada “Diretrizes do Comandante”, ressaltando que o líder supremo Mojtaba Khamenei comunicou novas decisões e medidas para um confronto decisivo com os inimigos. O comunicado afirmava que “as forças armadas aguardam a ordem para disparar”.
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Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



