John Ratcliffe, diretor da CIA, visita Cuba em meio a crise energética e tensões com os EUA

John Ratcliffe, diretor da CIA, visita Cuba em meio a crise energética. O que essa reunião pode significar para as relações EUA-Cuba? Descubra!

Visita do Diretor da CIA a Cuba em Meio a Crise Energética

Na quinta-feira, 14 de janeiro de 2026, o diretor da CIA, John Ratcliffe, liderou uma delegação dos Estados Unidos a Havana para se encontrar com autoridades cubanas. A visita ocorre em um momento crítico, já que Cuba enfrenta um colapso em seu setor energético, em meio a um agravamento das relações com os EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um comunicado do governo cubano informou que a Diretoria Revolucionária autorizou a visita após um pedido do governo americano.

Durante o encontro, as autoridades cubanas reiteraram que Cuba “não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA” e que não existem “razões legítimas” para ser incluída na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, como ocorreu na administração Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, enfatizaram que o país não abriga ou apoia terroristas e negaram a presença de bases militares ou de inteligência estrangeiras em seu território.

Contexto das Relações EUA-Cuba

A confirmação da viagem de Ratcliffe foi feita por duas fontes próximas à reunião. A notícia surge logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter mencionado que seu governo estava se preparando para dialogar com Cuba, descrevendo a ilha como um “país falido” que busca ajuda em meio a uma crise econômica.

Leia também

Trump também comentou em sua rede social que “Cuba está pedindo ajuda e vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”

Esses comentários ocorrem em um contexto de sanções mais rigorosas impostas pelos EUA a Cuba e após um aumento nas operações de coleta de informações na costa cubana. As autoridades cubanas relataram que não recebem remessas de petróleo dos EUA há mais de quatro meses, e o ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou que as reservas de petróleo estão quase esgotadas.

Ajuda dos EUA e Resposta Cubana

Na noite de quarta-feira, 13 de janeiro, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a oferta de US$ 100 milhões em ajuda a Cuba para promover “reformas significativas no sistema comunista cubano”. Em resposta, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, sugeriu que Cuba estaria disposta a aceitar ajuda, mas que o “levantamento ou alívio do bloqueio” seria preferível.

Ele destacou que a ajuda poderia ser mais eficaz se o bloqueio fosse suspenso.

Os EUA também ofereceram doações de terminais Starlink para melhorar a conectividade na ilha, quebrando o monopólio do governo cubano sobre a internet. No mês anterior, uma delegação de alto nível dos EUA se reuniu com autoridades cubanas, enfatizando a urgência de Cuba implementar reformas econômicas e de governança para atrair investimentos e fomentar o crescimento do setor privado.

Demandas e Preocupações

A delegação americana também solicitou a libertação de presos políticos e a ampliação das “liberdades políticas” em Cuba. Além disso, expressaram preocupação com a presença de grupos estrangeiros de inteligência e militares operando com a permissão do governo cubano a menos de 160 quilômetros do território americano.

Esta visita foi a primeira vez que uma aeronave do governo dos EUA pousou em Cuba desde 2016, quando o ex-presidente Barack Obama esteve no país em um esforço para melhorar as relações bilaterais.