Jogadoras iranianas enfrentam dilemas emocionais após asilo na Austrália; saiba mais!

Jogadoras iranianas enfrentam desafios emocionais após asilo na Austrália. A separação familiar e a adaptação à nova vida trazem dores profundas. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Jogadoras iranianas enfrentam desafios emocionais após oferta de asilo na Austrália

As jogadoras da seleção feminina do Irã que receberam propostas de asilo na Austrália podem passar por um impacto emocional significativo e enfrentar dificuldades devido à separação de seus familiares que permaneceram no país de origem. Essa análise foi feita por uma jogadora de críquete que fugiu do regime do Talibã no Afeganistão.

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Na terça-feira (10), o governo australiano concedeu asilo às atletas iranianas, que temiam perseguições caso retornassem ao seu país. Além disso, uma jogadora e uma integrante da comissão técnica aceitaram a ajuda oferecida pela Austrália, que envolve apoio dos Estados Unidos e Israel em relação ao Irã.

Experiência de refugiada

A jogadora de críquete Tooba Khan Sawari compartilhou sua experiência de deslocamento como refugiada esportiva ao deixar o Afeganistão em 2021, quando o Talibã voltou ao poder. Sawari foi uma das várias atletas afegãs que receberam asilo na Austrália devido a preocupações com sua segurança.

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Para ela, o maior desafio não foi apenas aprender um novo idioma ou se adaptar a uma nova realidade, mas sim a dor constante de estar longe de casa. “Ser refugiada traz muita dor”, afirmou Sawari, que agora vive, estuda e trabalha como treinadora de críquete em Canberra. “Sinto falta de cada pequena coisa, até da comida do meu país.

Não é fácil lidar com tudo isso sozinha, sem apoio familiar.”

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Conexão com o esporte

Catherine Ordway, advogada especializada em direito esportivo, destacou que manter a conexão com o esporte pode ser fundamental para atletas refugiados lidarem com a confusão e a ansiedade provocadas pelo deslocamento. “Para as jogadoras de críquete, isso foi extremamente importante”, disse Ordway, que ajudou jogadoras afegãs a se estabelecerem na Austrália.

Ela acredita que essa conexão também será essencial para as jogadoras iranianas, que receberão orientação de seus advogados e contatos comunitários. Sawari, que passou anos em acompanhamento psicológico após sua chegada à Austrália, ressaltou que a adaptação das jogadoras iranianas levará tempo. “Não é fácil viver em um país onde você não conhece o idioma ou a cultura”, concluiu.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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