O conselheiro do presidente do PT e ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, expressou sua opinião sobre a estratégia do partido na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao Estadão, ele criticou a decisão de enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal adversário, argumentando que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), representaria um desafio mais fácil de ser superado. “Eu não sei direito por que comemoraram.
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Do meu ponto de vista, a candidatura do Tarcísio era mais fácil de ser derrotada do que a do Flávio. É o contrário”, declarou Cunha.
Histórico de Candidatos Paulistas
Cunha ressaltou que governadores paulistas historicamente enfrentam dificuldades em eleições nacionais, citando exemplos de derrotas de figuras como حسین e outros nomes do PSDB. Ele afirmou que “o padrão cultural de gestão paulista não entra no Brasil”, indicando uma desconfiança em relação à capacidade de mobilização e apelo nacional desses candidatos.
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Rejeição e Desgaste
O ex-deputado também analisou a rejeição em torno dos sobrenomes Bolsonaro, considerando que a rejeição do Flávio já está “consolidada e precificada”. Ele argumentou que qualquer estratégia de campanha direcionada a ele provavelmente não teria sucesso, devido ao nível elevado de rejeição.
Por outro lado, Cunha acredita que Tarcísio ainda possui espaço para sofrer desgaste durante a campanha, dada sua relativa falta de reconhecimento no cenário nacional.
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Alianças e a “Terceira Via”
Cunha avaliou que a eleição tende a ser “acirrada e pau a pau”, expressando ceticismo em relação à viabilidade de uma “terceira via” e questionando a possibilidade de alianças alternativas ao bolsonarismo. Ele mencionou a presença de outros pré-candidatos, como Zema (Novo-MG), além de nomes do PSD, como (GO), (PR) e (RS).
O Papel do Governo e a Busca por Alianças
O ex-deputado admitiu que o governo demorou a buscar partidos de centro, reconhecendo que “perdemos um pouco do tempo”. Ele defendeu que o governo deve avançar na construção de alianças, sem abandonar sua identidade de esquerda, mas sinalizando um movimento em direção ao centro. “O PT tem a obrigação quase histórica de continuar sendo de esquerda.
Agora, o governo precisa sinalizar e avançar para o centro”.
Desafios da Campanha e a Economia
Cunha reconheceu que a disputa eleitoral será marcada por críticas e desinformação, e que o grande desafio será evitar erros na campanha. Ele expressou ceticismo em relação à capacidade de reduzir a rejeição de Lula, e que a economia não seria o eixo central da disputa, apesar dos indicadores positivos. “Os números são positivos e precisam ser divulgados.
No entanto, vivemos um momento em que isso é insuficiente”.
Sobre a escolha do vice-presidente, Cunha afirmou que Geraldo Alckmin (PSB) “foi tão bom que o prêmio a ele é ser o que ele quiser”. Ainda assim, pondera que o vice ideal é “alguém que possa acrescentar mais”.
