Jeep Avenger chega ao Brasil com produção nacional

Jeep Avenger estreia nacionalmente impulsionando economia fluminense e geração de vagas nas fábricas Stellantis.

Um carro verde-limão em montagem, com capô e portas abertas, suspenso por guindastes amarelos em uma linha de produção. Um operário de camiseta branca e calça azul escura trabalha à esquerda, enquanto pneus empilhados aguardam à direita.

A marca iniciou a produção nacional do novo modelo SUV subcompacto, o Avenger, que se soma à concorrência já estabelecida por veículos como Pulse e VW Tera.

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Com lançamento previsto para agosto próximo mês de estreia no Brasil, o carro carrega marcos importantes não apenas pelo segmento em que atua — abaixo do Renegade —, mas também pela sua história produtiva na Stellantis. O Jeep Avenger é pioneiro ao ser um dos primeiros modelos nunca produzidos durante os tempos da extinta PSA (grupo anterior) nas linhas montadoras localizadas em Porto Real, Rio de Janeiro.

Tecnologias híbridas leves definem a linha

O veículo se destaca ainda por marcar uma transição importante: ele será o primeiro automóvel eletrificado com tração leve MHEV passa pelas estações de trabalho cariocas, mesmo que essa seja apenas uma forma suave de elektrificação do motor.

A empresa confirmou na ocasião técnica avançada para todas as versões:

Todas edições receberão um conjunto híbrido leve (MHEV) 12v voltagem — tecnologia já utilizada em modelos como Fiat Pulse e Fastback ou Peugeot 208.

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Investimentos geram impacto econômico local

Essa capacidade produtiva foi viabilizada por meio da modernização completa das instalações fabris no Rio de Janeiro. Para isso foram destinados R 3 bilhões, valor que faz parte dos mais amplos investimentos totais anunciados pela Stellantis até o ano de 2030: uma meta global superior a R 32 bilhões.

A chegada do Avenger também impulsionou significativamente a economia fluminense e levou à abertura imediata de um segundo turno na fábrica em Porto Real. Com essa expansão operacional vieram as contratações diretas para oito centenas de novos funcionários e atraiu outros nove fornecedores regionais (elevando o total regionalizado para treze), gerando ainda cerca de quatrocentos e cinquenta empregos adicionais no entorno da planta carioca.

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Motorização, potência ajustada por lei

Embora todas as versões confirmatem que utilizará motor 1.0 turbo flex com três cilindros equipado com tecnologia MHEV, a Jeep não divulgou detalhes completos sobre os recursos do modelo neste momento inicial.

A marca planeja revelar na data oficial um ajuste estratégico:

O Avenger terá uma redução planejada em sua faixa máxima de potência comparado aos modelos “irmãos” fabricados pela Fiat ou Peugeot — passando para o patamar de 116 cv.

Essa alteração é resultado direto das regras fiscais impostas pelo IPI Verde (parte programa federal chamado Movê), onde há estabelecido como teto máximo justamente essa força motriz nas novas faixas tributárias. Apesar da mudança no nível de cavalaria, a tração será sempre dianteira e os demais parâmetros mecânicos são mantidos.

O torque permanece fixo nos impressionantes 20,4 kgfm através do motor T200 MHEV; além disso, ele utilizará um câmbio automático tipo CVT na transmissão dos veículos.

Versões disponíveis para o mercado. O menor SUV compacto deve ser lançado em quatro diferentes versões: Altitude, Longitude, Sahara ou Limited. Todos esses modelos receberão pacotes avançados que incluem sistemas ADAS (como frenagem automática de emergência), manutenção da faixa e assistente contra pontos cegos.

Os acabamentos também garantem faróis full led potentes, rodas com opções entre 16 polegadas, 17 polgadias ou até 18 poles; além disso, os painéis são equipados tanto com quadro digital quanto multimídia integrada ao ChatGPT.