Jean Paul Prates revela como o Brasil pode se tornar um aliado estratégico da China no fornecimento de petróleo da Venezuela, em meio a tensões geopolíticas.
Em entrevista ao Agora CNN, Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras, destacou que o Brasil pode se tornar um parceiro estratégico da China no fornecimento de petróleo da Venezuela. Isso se torna ainda mais relevante em meio às tensões geopolíticas que envolvem o país sul-americano.
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Prates enfatizou que o Brasil possui características que o tornam um aliado confiável para a China no setor de petróleo. “O Brasil tem um petróleo de alta qualidade e uma produção crescente e consolidada no pré-sal, onde empresas chinesas já possuem participação”, afirmou.
O ex-presidente da Petrobras alertou que os contratos da China com a PDVSA, que representam 80% da produção da estatal venezuelana, estão sob ameaça devido à influência dos Estados Unidos. “Assim, o Brasil se torna o backup do óleo da Venezuela para a China”, explicou Prates.
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Ele também ressaltou que o Brasil possui estabilidade institucional e não enfrenta sanções internacionais, ao contrário da Venezuela. “Estamos fora dessas disputas de influência”, completou.
Prates analisou a situação da Venezuela, que está produzindo significativamente abaixo de seu potencial. “A produção está abaixo de 1 milhão de barris devido a ineficiências e falta de investimento na PDVSA”, afirmou.
Ele acredita que os Estados Unidos tentarão transformar a Venezuela em um exemplo de sucesso, algo que nunca foi feito em outros países. “O governo Trump pode tentar fazer na Venezuela o que não fez em nenhum outro lugar”, disse.
Além disso, Prates mencionou a crescente importância dos minerais críticos e terras raras, que são essenciais para a transição energética e a eletrificação da economia global.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.