JD Vance, vice-presidente dos EUA, anuncia reunião de aliados para discutir preços mínimos e reduzir dependência da China em minerais críticos. Saiba mais!
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, revelou nesta quarta-feira (4) a intenção de reunir aliados para discutir a implementação de preços mínimos coordenados. Essa iniciativa surge em meio aos esforços de Washington para reduzir a dependência da China em relação a materiais essenciais para a manufatura avançada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Durante um fórum ministerial sobre minerais críticos realizado no Departamento de Estado dos EUA, o secretário de Estado, Marco Rubio, destacou a importância da formação de um bloco comercial. Segundo ele, essa união é fundamental para evitar que crises internacionais ou ações de um único país afetem as cadeias de suprimentos.
O governo do ex-presidente Donald Trump intensificou as ações para assegurar o fornecimento de minerais críticos após a China ter retido terras raras essenciais para a indústria automobilística e outras áreas, o que gerou preocupação entre autoridades e mercados globais no ano anterior.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No dia 2 de maio, Trump lançou o Projeto Vault, um programa de reserva estratégica de minerais críticos dos EUA, que conta com um financiamento inicial de US$ 10 bilhões do Export-Import Bank dos EUA, além de US$ 2 bilhões em recursos privados.
Marco Rubio informou que 55 países estiveram envolvidos nas negociações em Washington, incluindo Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo. Cada um desses países possui diferentes capacidades de refino ou mineração.
Rubio ressaltou que os minerais estão “fortemente concentrados nas mãos de um único país”, referindo-se à China, e acrescentou que essa situação se transformou em uma “ferramenta de pressão geopolítica”.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.