Javier Milei: Avanços Econômicos e Desafios na Argentina à Beira da Reeleição em 2027

Javier Milei avança em seu governo com reformas econômicas audaciosas, mas desafios persistem. Descubra como a Argentina busca estabilidade e crescimento!

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(Imagem de reprodução da internet).

Javier Milei e os Avanços em Seu Governo

Javier Milei se aproxima da fase final de seu governo com progressos significativos em sua agenda econômica. O presidente argentino, que chegou à Casa Rosada prometendo “passar a motosserra” nos gastos públicos, busca trazer eficiência, crescimento econômico e controle da inflação e do câmbio no país.

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Com foco na redução do tamanho do Estado, Milei cortou ministérios e funcionários, além de atacar a chamada “casta política”. Após dois anos de governo, economistas consultados reconhecem que a economia argentina avançou em várias áreas, recebendo apoio de instituições do sistema financeiro internacional.

Resultados Econômicos e Confiança Internacional

Em abril de 2025, o governo argentino recebeu reconhecimento por seus esforços em modernizar a economia e atrair investimentos. Em setembro, uma nova declaração destacou a “forte confiança” nas iniciativas do governo para gerar empregos e estabilizar a economia.

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Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, observa que a inflação argentina estava ligada a déficits crônicos. Para ele, a credibilidade da moeda depende de disciplina fiscal, e Milei seguiu esse diagnóstico. Economistas como Jimena Zuniga acreditam que a Argentina pode retornar aos mercados internacionais de capitais ainda este ano.

Redução da Dívida e Ajustes Fiscais

A dívida pública da Argentina, que atingiu 155,7% do PIB em 2023, caiu para 82,6% em 2024, chegando a 76,4% no segundo trimestre de 2025. Essa redução foi impulsionada por um ajuste fiscal significativo.

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O ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, afirmou que o gasto primário em 2025 foi 27% menor em termos reais do que em 2023, mantendo programas sociais para os mais vulneráveis. No entanto, especialistas alertam sobre a necessidade de financiamento futuro para despesas não cobertas atualmente.

Desafios e Vulnerabilidades

Apesar dos avanços, a economia argentina ainda enfrenta desafios, como a dependência de dívidas em moedas estrangeiras, o que a torna vulnerável a choques externos. Otaviano Canuto destaca que mais de 55% da dívida está em moeda estrangeira, o que pode impactar a estabilidade econômica.

Além disso, a inflação, que atingiu 25,5% em dezembro de 2023, começou a arrefecer, com uma taxa anual de 31,5% em dezembro de 2025. O governo tem buscado controlar a inflação e reduzir o financiamento do déficit por meio da emissão de moeda.

Perspectivas Futuras

Jimena Zuniga aponta que, embora alguns resultados tenham sido alcançados, a economia enfrenta dificuldades e a aceitação da estagnação pela população será crucial. A reeleição de Milei em 2027 não é garantida, e uma vitória da oposição poderia desestabilizar a economia.

Otaviano Canuto acredita que as reformas de Milei, embora tecnicamente válidas, podem ser politicamente frágeis a médio prazo. Guido Zack sugere que, enquanto a Argentina continuar a crescer, será possível reduzir a pobreza.

Questões Cambiais e a Demanda por Dólares

Um problema persistente é a questão do dólar. A Argentina registrou um déficit na conta corrente no ano passado, e as reservas líquidas continuam em níveis negativos. A recente alta nas reservas pode indicar uma mudança na política do Banco Central.

Contudo, a demanda por pesos permanece instável, e a economia poderia se beneficiar de maior flexibilidade cambial. A cautela das autoridades, embora compreensível, é um fator a ser considerado para a estabilidade econômica futura.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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