Jaques Wagner rejeita acusações em operação Compliance Zero

O senador Jaques Wagner (PT – BA) admitiu ter proximidade profissional com Augusto Lima, ex – sócio do Banco Master, porém rejeitou as suspeitas de favorecimento ilícito relacionadas à operaçãoCompliance Zero.
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Em entrevista concedida nesta 6ª feira (26/junho), em São Paulo, ele criticou duramente tanto os termos da investigação quanto a atuação recente da Polícia Federal contra si mesmo na semana passada.
Críticas ao modo como foi conduzido por PF
Wagner classificou o processo criminalização das relações pessoais que possui e reclamou diretamente junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma “espetacularização” ou até um “patacoada” orquestrado pela própria PF. Segundo seu relato, houve desrespeito às ordens judiciais durante as buscas realizadas nos seus endereços.
O senador apontou especificamente para fotos de dólares e euros em espécie apreendados no quarto do hotel onde ele reside: “A ordem do André Mendonça fala explicitamente para não ter fotografias”, declarou Wagner à Folha de SPaulo na ocasião.
Ele argumenta ainda que a divulgação desses valores mostra o desejo de reviver métodos usados por operações anteriores como a Lava Jato, visando desgastar os membros do Partido dos Trabalhadores (PT.
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Defesa pessoal sobre acusações
Alvo da operação Compliance Zero — investigativa um esquema complexo envolvendo fraudes e corrupção ligado ao Master —, Jaques Wagner negou veementemente as alegações feitas pela PF.
As autoridades apontaram suspeitas de recebimento de vantagens indevidas pelo congressista; entre elas estavam caronas em jatinhos privados, ingressos para shows no exterior ou até mesmo o imóvel avaliado em R 2,5 milhões na cidade de Salvador. O senador desafiou os investigadores a comprovarem qualquer tipo de relação comercial direta ou contrapartida institucional por parte dele nesse contexto.
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Ele também minimizou seu envolvimento com contratos da nora junto à instituição financeira do grupo e afirmou não ter vínculo profissional algum com essas atividades.
Repercussão política após afastamento
O ex – líder governista detalhou que conversou pessoalmente sobre tudo isso antes de tomar sua decisão pelo afastamento das funções de liderança partidária no Congresso Nacional. Segundo ele próprio relato, o chefe máximo do Executivo demonstrou solidariedade ao caso Wagner em meio às turbulências políticas atuais.
No entanto, Lula teria ponderado quanto seria possível acumular a defesa pública dele mesmo juntamente com as articulações necessárias dentro da estrutura legislativa. Wagner negou ainda qualquer indício de que esta crise tenha sido levada até os corredores oficiais do Palácio do Planalto; para explicar o burburinho midiático e político recente atribuiu toda essa repercussão à narrativa construída pela ala oposicionista visando enfraquecer sua base governista no cenário nacional.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



