Jandira Feghali e Luciana Santos buscam investimentos em CT&I para Brasil
Jandira Feghali e Luciana Santos buscam investimentos em CT&I para impulsionar autonomia tecnológica e desenvolvimento industrial do Brasil em 2026
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) participou nesta segunda-feira, dia 22, de um debate crucial sobre os mecanismos necessários para impulsionar o desenvolvimento nacional por meio de investimentos estratégicos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
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O evento reuniu a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e diversos especialistas, com o objetivo de traçar caminhos para fortalecer o setor. Feghali, que é membro da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados, enfatizou que a área de CT&I possui um papel fundamental para agregar valor significativo à produção industrial brasileira e, consequentemente, gerar maior autonomia tecnológica para o país.
Durante a discussão, a deputada destacou o compromisso de aprimorar o fomento à pesquisa e fortalecer a colaboração entre o ambiente acadêmico e o setor produtivo, abrangendo micro, pequenas, médias e grandes empresas. Para que esse avanço ocorra, é imprescindível consolidar a retomada dos investimentos na área nos próximos anos, garantindo um fluxo de financiamento que seja estável e contínuo.
As medidas necessárias, segundo ela, não podem depender exclusivamente do Poder Executivo.
O Papel do Legislativo e a Previsibilidade Orçamentária
Feghali ressaltou o papel ativo do Poder Legislativo nesse processo. Segundo sua análise, o Congresso Nacional pode contribuir de maneira decisiva ao assegurar maior previsibilidade orçamentária para o setor. Além disso, é vital fortalecer os instrumentos de financiamento e aprimorar os marcos legais.
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Tais alterações legislativas devem ter o propósito de incentivar a pesquisa, a inovação e a cooperação entre universidades, institutos de pesquisa e o setor empresarial.
A ministra Luciana Santos corroborou a importância crescente da área. Ela afirmou que, se hoje a CT&I já é considerada uma questão de soberania nacional e competitividade, essa dimensão ganhará ainda mais relevância diante das transformações tecnológicas aceleradas e das disputas globais por conhecimento e inovação.
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Projetos Estratégicos e a Aplicação Prática da Pesquisa
A visão de aplicação prática foi apresentada por especialistas renomados. Um dos participantes foi o ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras, conhecido por seu papel na descoberta do pré-sal. Ele utilizou o sucesso da exploração do pré-sal como um exemplo modelo para o desenvolvimento de novos projetos de CT&I.
Segundo ele, é necessário mapear problemas e dificuldades em setores industriais estratégicos para, então, criar objetivos concretos de solução.
Após esse mapeamento inicial, o especialista defende que os projetos devem ser desenvolvidos e executados em parceria com instituições públicas de pesquisa. Ele enfatizou que se trata de um projeto de natureza essencialmente política, exigindo a ampla participação da comunidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia (PD&E) para que tenha sucesso e se consolide.
Essa linha de raciocínio foi reforçada por Márcio Girão, ex-presidente do setor. Girão defende a adoção de rotas tecnológicas claras para compreender as causas e as ações necessárias que revertam a desaceleração na geração de riqueza por meio da tecnologia.
Ele argumenta que a ciência e a engenharia devem estar integradas a propósitos bem definidos e cientificamente embasados.
Girão concluiu que a mera existência de planos estratégicos não é suficiente. É fundamental que haja um alinhamento rigoroso com o detalhamento de metas específicas. Embora recursos e subsídios sejam condições indispensáveis, eles não são, por si só, suficientes para garantir o desenvolvimento tecnológico pleno.
O debate sublinhou, portanto, que o avanço do Brasil em termos de desenvolvimento industrial e autonomia tecnológica exige uma articulação complexa entre políticas públicas, investimento estável em pesquisa e um engajamento político que garanta a continuidade dos projetos de inovação.