Jana Nelson critica intervenção dos EUA na Venezuela e aponta falta de plano claro para o futuro

Jana Nelson critica a intervenção dos EUA na Venezuela, apontando a falta de um plano claro e as contradições nas comunicações oficiais. Entenda os detalhes!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Avaliação sobre a Intervenção dos EUA na Venezuela

A ausência de um plano claro dos Estados Unidos para o futuro da Venezuela após a gestão de Nicolás Maduro é vista como um sinal de intervenção mal estruturada. Essa análise foi feita por Jana Nelson, ex-subsecretária de Defesa dos EUA, durante sua participação no WW Especial no último domingo (4).

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Nelson expressou preocupação com as declarações contraditórias de autoridades americanas sobre o futuro do país sul-americano. “Se você vai invadir um país e sequestrar seu líder, seja ele legítimo ou não, e não tem um plano claro para comunicar, isso indica um processo mal feito”, afirmou.

Contradições nas Comunicações Oficiais

A ex-subsecretária destacou as inconsistências nas comunicações oficiais dos EUA. Em um momento, fala-se em “governar a Venezuela”, enquanto em outro, as autoridades recuam dessa posição. “Ele diz que quer o petróleo e o secretário Rubio diz, vamos ver o que a faz”, exemplificou, ressaltando as contradições nas declarações.

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Além disso, Nelson criticou a postura americana em relação à legitimidade do processo eleitoral na Venezuela. “O presidente declarou que não achava que Maria Corina Machado tinha o apoio da população venezuelana, o que não é verdade, ela tem”, afirmou.

A especialista também lembrou que o secretário de Estado, Marco Rubio, considerou Edmundo Gonzalez, vencedor das eleições com mais de 37% dos votos segundo observadores independentes, como ilegítimo.

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Perspectivas para o Futuro da Venezuela

Sobre o futuro da Venezuela, Nelson acredita que não haverá novas operações militares semelhantes, pois seria difícil justificar outra intervenção. “Eles vão trocar um ditador por outro, vão trabalhar com a Delcy e tentar aumentar os investimentos americanos na Venezuela”, projetou.

A especialista sugere que os Estados Unidos buscarão convencer empresas americanas a investir no país e manter a segurança estável, pois isso atende aos interesses americanos. “É do interesse de todos, inclusive dos Estados Unidos, manter a estabilidade e segurança na Venezuela, evitando o aumento de imigrantes e narcotraficantes”, concluiu.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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