Jamie Dimon defende a autonomia do Federal Reserve e critica investigação sobre Jerome Powell, enquanto ações do JPMorgan Chase caem mais de 3%.
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, manifestou apoio à autonomia do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em uma teleconferência com jornalistas nesta terça-feira (13). Ele destacou que “todos que conhecemos acreditam na independência do Fed” e expressou “grande respeito” pelo presidente da instituição, Jerome Powell.
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Dimon também comentou sobre a investigação em curso, afirmando que “isso não é uma boa ideia” e que, em sua visão, poderá resultar em um aumento das expectativas de inflação e, consequentemente, em uma elevação das taxas de juros ao longo do tempo.
Na mesma data, foi divulgada uma declaração conjunta sem precedentes em apoio a Powell, após o governo americano ameaçar o presidente do Fed com uma acusação criminal. O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, foi uma das autoridades monetárias que assinaram o documento.
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Além disso, no domingo (11), Jerome Powell revelou que está sendo investigado por procuradores federais a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à redução da taxa de juros. A investigação também envolve a reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Federal Reserve, em Washington.
Em outro contexto, o JPMorgan Chase anunciou, nesta terça-feira (13), uma queda em suas ações, que estavam em baixa de mais de 3% por volta das 14h50, horário de Brasília. Essa queda foi atribuída a um efeito extraordinário relacionado ao acordo com o Goldman Sachs para uma parceria de cartão de crédito com a Apple.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.