Jairinho condenado a 43 anos e indenização de R$ 400 mil; Monique Medeiros recebe perdão judicial
Leniel Borel conquista indenização de R$ 400 mil de Jairinho, que foi condenado a 43 anos de prisão. Decisões polêmicas marcam o caso. Clique e saiba mais!
Indenização e condenação de Jairinho
Leniel Borel deve receber uma indenização de R$ 400 mil de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, por danos morais. Essa decisão foi proferida pelo II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira (4), em decorrência da morte do menino de quatro anos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Além da indenização, a juíza Elizabeth Machado Louro impôs uma pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão a Jairinho pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. A decisão ainda pode ser contestada.
Durante a leitura da sentença, a magistrada destacou que o ex-vereador agiu com “violência desproporcional” e evidenciou “rara e desmesurada covardia” ao atacar uma criança tão pequena. Na sentença, Jairinho foi descrito como alguém que oculta sua verdadeira natureza por trás de uma fachada de cordialidade.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Perdão judicial para Monique Medeiros
Por outro lado, Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, recebeu perdão judicial. O Conselho de Sentença reconheceu sua responsabilidade por tortura por omissão, alterando a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. Após a decisão, Monique deixou a Penitenciária Talavera Bruce, localizada no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (4).
Em entrevista ao Bastidores CNN, Leniel Borel expressou sua insatisfação com a sentença que envolveu Monique. Ele afirmou que a decisão evidenciou uma “parcialidade tendenciosa” e que pretende recorrer. Leniel ressaltou que Monique, como mãe, tinha a responsabilidade de proteger Henry e questionou a concessão do perdão judicial, considerando a gravidade do crime.
Leia também
Posicionamento da defesa de Monique
A defesa de Monique, em nota divulgada nesta quinta-feira, afirmou que recebeu a decisão “com respeito”. Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais destacaram a importância do Tribunal do Júri como uma das garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, enfatizando a soberania dos veredictos, assegurada pela Constituição de 1988.
Os defensores ressaltaram que o julgamento foi baseado na análise das provas apresentadas durante o processo e que Monique não agrediu seu filho, reconhecendo que seu maior erro foi não perceber a tempo a violência que ambos enfrentavam. A morte de Henry é considerada uma tragédia irreparável, e o caso levanta reflexões sobre a violência doméstica e a dificuldade das vítimas em reconhecer os sinais de abuso, especialmente em contextos de manipulação emocional e dependência afetiva.