Jair Bolsonaro será ouvido hoje em Brasília sobre apreensão de arma registrada em seu nome
Jair Bolsonaro prestará depoimento sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome, com possíveis implicações para sua situação legal nos próximos dias
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será ouvido no inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome. O depoimento está agendado para às 15h e ocorrerá de forma presencial na residência do ex-presidente, localizada em Brasília.
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Uma equipe composta por um delegado e agentes da Polícia Civil irá até o local para colher as informações necessárias. Segundo informações obtidas pela CNN, ainda não é possível determinar a duração do depoimento.
Preparação e Expectativas para o Depoimento
Antes da audiência, os advogados de Bolsonaro poderão se reunir com ele a partir das 14h, com o intuito de prepará-lo para o depoimento. Durante a oitiva, os defensores terão permissão para acompanhá-lo. Normalmente, o depoimento não é automaticamente enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o caso está tramitando na jurisdição do Distrito Federal.
Contudo, há expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes solicite o material da audiência, embora isso ainda não tenha ocorrido.
É importante ressaltar que o depoimento acontece na véspera do prazo de 90 dias concedido por Moraes a Bolsonaro, que se encerra nesta quarta-feira (24). As informações coletadas durante a audiência poderão influenciar uma nova decisão do magistrado sobre o caso.
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Contexto da Apreensão da Arma
A apreensão da arma ocorreu na madrugada do dia 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal abordou um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército.
Durante a abordagem, um dos policiais avistou a pistola e questionou Estácio sobre sua presença no carro. O militar explicou que pretendia levar a arma para conserto e devolvê-la ao proprietário posteriormente.
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A polícia verificou que a pistola estava registrada em nome de Jair Bolsonaro. Em esclarecimento enviado ao STF, foi confirmado que a arma realmente pertence ao ex-presidente. Os advogados afirmaram que Bolsonaro identificou uma falha na pistola e solicitou que Estácio realizasse o reparo, dado seu conhecimento técnico na área.
Além disso, a defesa argumenta que, apesar das condenações relacionadas à tentativa de golpe, não houve qualquer ordem judicial determinando que Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse seus registros, o que indicaria ausência de irregularidades quanto à posse do armamento.
No mesmo dia em que a defesa se manifestou sobre o caso, a Polícia Civil notificou o STF sobre a abertura de um inquérito para investigar os detalhes da situação envolvendo a apreensão da arma registrada em nome de Bolsonaro.