Itaúsa registra lucro líquido de R 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 7%
O lucro da Itaúsa reflete a solidez do Itaú Unibanco e a diversificação do portfólio, mas a alta dos juros impõe desafios à gestão das empresas.
A Itaúsa anunciou um lucro líquido recorrente de R 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, marcando um crescimento de 7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta segunda – feira (10) e está alinhado com as expectativas da empresa, conforme afirmou Priscila Grecco em entrevista ao CNN Money.
Grecco destacou que o desempenho positivo é atribuído principalmente ao Itaú Unibanco, principal ativo da holding, que continua a apresentar resultados robustos. “Um resultado muito consistente, mais um trimestre de resultados fortes”, declarou. A executiva também ressaltou que a expansão da carteira de crédito vem sendo acompanhada por um controle efetivo do risco de inadimplência, resultado de uma gestão de riscos bem – sucedida nos últimos anos.
Destaques do portfólio não financeiro
Outro ponto relevante no trimestre foi o desempenho do portfólio de empresas do setor não financeiro, composto por sete companhias, que teve um crescimento superior a 30% em comparação ao semestre anterior. Esse desempenho superou o ritmo de expansão observado no setor financeiro. “Essa combinação trouxe uma resiliência para o nosso resultado”, comentou Grecco.
A diversificação do portfólio, formado por empresas em diferentes estágios de maturidade, contribui para reduzir a dependência das receitas da holding em relação a um único setor. No acumulado do primeiro semestre, a Itaúsa conseguiu registrar crescimento em dois dígitos e alcançou uma rentabilidade sobre o patrimônio superior a 19%.
Desafios impostos pela alta dos juros
Apesar dos números positivos, Grecco alertou que os juros elevados representam um desafio significativo para as empresas do portfólio. A holding possui participações em diversas companhias de infraestrutura, como a Motiva e EGEA, além da LTS. “Com certeza, um cenário de taxa de juros no patamar que a gente tem hoje prejudica muito a gestão do dia a dia das companhias”, afirmou.
Segundo ela, esse ambiente econômico tem diminuído o apetite por novos investimentos e levado as empresas a adotarem uma postura mais cautelosa na alocação de capital. Para o segundo semestre, Grecco espera que a taxa básica de juros permaneça em níveis elevados até o final do ano e possivelmente por mais tempo.
Nesse contexto desafiador, as companhias têm priorizado medidas voltadas à eficiência operacional e à desalavancagem.
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Dividendos e perspectivas futuras
No tocante aos dividendos, Grecco informou que a Itaúsa antecipou R 2,8 bilhões referentes ao resultado do primeiro semestre. Com isso, o dividend yield da companhia gira em torno de 10%, colocando – a entre as maiores pagadoras desse tipo de provento no mercado.
Atualmente, a Itaúsa conta com quase 1 milhão de investidores na B 3 e suas ações apresentaram um desempenho duas vezes superior ao registrado pelo Ibovespa neste ano.
Quando questionada sobre a possibilidade das empresas do portfólio não financeiro superarem o Itaú Unibanco em contribuição para o lucro da holding, Grecco considerou essa hipótese improvável. Ela justificou que o tamanho e estágio de maturidade do banco ainda conferem – lhe um peso significativamente maior nos resultados da Itaúsa.