Itamaraty Adota Postura Cautelosa Após Decisão da Suprema Corte dos EUA
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, optou por uma abordagem cautelosa em resposta à recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. O tribunal declarou ilegais as tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente Donald Trump a diversos países.
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Embora não tenha havido um pronunciamento oficial, a análise interna do Itamaraty sugere que, como a decisão ainda não foi colocada em prática, é prematuro para o governo brasileiro reagir.
A decisão foi anunciada na sexta-feira, 20 de maio de 2026, quando a Suprema Corte decidiu, por 6 votos a 3, que Trump violou a legislação federal ao impor tarifas unilaterais globalmente. O juiz-chefe John Roberts argumentou que o presidente precisaria de uma “autorização clara” do Congresso para implementar tais tarifas.
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Implicações da Decisão
Apesar do entendimento do tribunal, a aplicação prática da decisão não é imediata. O cumprimento do que foi decidido cabe ao Poder Executivo, que deverá revisar atos, editar normas administrativas e orientar as agências competentes. A avaliação do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, ainda está em andamento.
No primeiro semestre de 2025, Trump havia anunciado tarifas contra diversos países, incluindo o Brasil, que enfrentou uma taxa adicional de 40% sobre seus produtos. Essa medida foi baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que permite ao presidente regular importações em situações de emergência.
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Impacto nas Exportações Brasileiras
Com a decisão da Suprema Corte, cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos estão em jogo. Em novembro, Trump havia reduzido algumas tarifas sobre produtos brasileiros, como carne e café, após encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde a Assembleia Geral da ONU, os dois líderes têm cultivado uma relação amistosa, com Lula se referindo a Trump como um “amigo”.
