Itaipu investe R$ 65 milhões em câmeras de segurança para combater crimes na região estratégica

Projeto de Câmeras de Segurança na Hidrelétrica de Itaipu
Um novo projeto visa a instalação de câmeras que prometem ser as mais potentes do Brasil. Com um investimento de R$ 65 milhões, a terceira maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Itaipu, irá implementar equipamentos de segurança capazes de detectar crimes a uma distância de até 12 km.
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A proposta, que será realizada em duas fases, ainda não possui uma data definida para conclusão e está atualmente em processo de licitação, com publicações previstas para as próximas semanas.
A usina, que é administrada em conjunto pelo Brasil e Paraguai, já conta com segurança própria, mas colabora com a Polícia Federal para monitorar os mais de 150 km do lago sob sua responsabilidade. Segundo informações da empresa, o programa será de contratação interna e incluirá a “implementação de um sistema de monitoramento com câmeras e radares para proteção ambiental da faixa de proteção, além do compartilhamento de imagens com órgãos de segurança pública”.
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Desafios na Região de Itaipu
A região, que faz parte da tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil, é considerada um ponto estratégico para o crime organizado, facilitando o escoamento de atividades ilícitas. O Brasil atua na área por meio do NEPOM (Núcleo Especial de Polícia Marítima), uma unidade de elite da Polícia Federal.
O núcleo de operações da polícia serviu de inspiração para a construção de alguns personagens de uma série famosa.
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Em entrevista à CNN Brasil, Augusto Rodrigues, agente-chefe do NEPOM, afirmou: “Gradativamente, teremos um controle do Lago de Itaipu em relação à passagem de ilícitos, esses crimes transnacionais. Com isso, avançamos para uma nova fase de repressão, em parceria com Itaipu”.
As câmeras a serem instaladas serão ópticas de longo alcance e bi-espectrais, funcionando tanto durante o dia quanto à noite, além de contarem com radares de superfície para identificar movimentos.
Avanços Tecnológicos e Resultados
Rodrigues destacou que a nova tecnologia permitirá a identificação de embarcações suspeitas. “Isso vai agregar cada vez mais tecnologia ao nosso trabalho. Teremos um sistema de comando e controle com equipes que podem ser acionadas em diversas partes do lago assim que uma movimentação suspeita for detectada, podendo evoluir para um ato criminoso.
Essa será uma grande ferramenta para alcançarmos o objetivo de repressão aos crimes transnacionais”, complementou.
Em 2025, o NEPOM realizou 227 operações, resultando na apreensão de 39 toneladas de drogas, 820 mil maços de cigarros contrabandeados e 1.648 pneus. O valor total das apreensões realizadas pela unidade no ano passado ultrapassou R$ 12 milhões.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



