Forças de Defesa de Israel Inicia Operações Terrestres no Líbano
Em uma segunda-feira (16 de março de 2026), as Forças de Defesa de Israel anunciaram o início de operações terrestres limitadas e direcionadas contra posições do Hezbollah no sul do Líbano. A informação foi divulgada pela própria força militar israelense através de publicações no X e atualizações oficiais da Operação Leão Rugindo.
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O objetivo principal das ações, segundo o comunicado, é o “desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na área”, reforçando a segurança na região de fronteira.
As forças israelenses enfatizaram que a ofensiva visa criar uma camada adicional de proteção para os moradores do norte de Israel. O Exército israelense informou que unidades da 91ª Divisão iniciaram as operações terrestres contra o Hezbollah no sul do Líbano, como parte de uma estratégia defensiva ampliada.
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Antes da entrada das tropas, foram realizados ataques com artilharia e a Força Aérea Israelense contra diversos alvos terroristas, buscando reduzir as ameaças no ambiente operacional.
Durante as buscas na área de operações, as tropas localizaram um depósito de armas contendo dezenas de foguetes, dispositivos explosivos e armas de fogo. Adicionalmente, dois combatentes armados do Hezbollah que tentavam avançar sobre soldados israelenses foram neutralizados em uma operação recente.
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As atualizações também revelaram a detecção de mísseis lançados do Irã em direção ao território israelense, com sistemas de defesa aérea sendo acionados para interceptar os projéteis.
As Forças de Defesa de Israel continuaram a operar com determinação contra o Hezbollah, que optou por se juntar às hostilidades sob o patrocínio do regime iraniano, assegurando que civis israelenses não seriam feridos. Em outra frente da operação, a Força Aérea de Israel realizou ataques contra alvos que, segundo o governo israelense, fazem parte da infraestrutura militar iraniana, atingindo instalações em cidades como Teerã, Shiraz e Tabriz.
Escalada da Tensão e Preocupações com o Irã
A ofensiva foi realizada após semanas de tensão entre os dois países. Em 19 de fevereiro, Donald Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o Irã. Posteriormente, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideravam que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma crise de proporções globais.
Em 24 de fevereiro, Trump afirmou que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. O presidente norte-americano afirmou que o regime persa já desenvolvia mísseis que poderiam ameaçar a Europa e as bases militares dos EUA no exterior, e que estava trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegariam aos EUA.
Essas declarações foram feitas durante negociações sem sucesso com o Irã, que buscava o reconhecimento do seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e o fim das sanções econômicas.
