Israel intensifica bombardeios no Líbano e gera novas tensões com Hezbollah

Intensificação dos Conflitos entre Israel e Líbano
Na terça-feira (26), Israel realizou mais de 120 ataques aéreos no Líbano, marcando um dos dias de bombardeio mais intensos em semanas, conforme relataram fontes de segurança libanesas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que suas forças armadas estavam ativas na região.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Esses bombardeios aumentaram as tensões em relação ao cessar-fogo estabelecido em 16 de abril, que tinha como objetivo interromper os combates entre Israel e o grupo armado libanês Hezbollah.
Os ataques ocorreram no mesmo dia em que o Hezbollah lançou um ataque separado no sul do Líbano. De acordo com a agência de notícias Reuters, os bombardeios israelenses atingiram áreas do sul e do leste do país. O Ministério da Saúde do Líbano informou que os ataques nas últimas horas resultaram em mortes, com a agência estatal NNA reportando que 14 pessoas faleceram na cidade de Burj al-Shamali, incluindo duas crianças e três mulheres.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Impactos dos Ataques Aéreos
Alguns dos ataques israelenses ocorreram nas proximidades do Castelo de Beaufort, uma fortaleza com quase 900 anos, considerada pela UNESCO um dos melhores exemplos de castelos medievais da região. Além disso, pelo menos três bombardeios atingiram áreas próximas à represa de Qaraoun, o maior reservatório de água do Líbano, conforme relatou a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
Em um comunicado na terça-feira (26), Netanyahu afirmou que as forças armadas israelenses estavam “capturando e controlando áreas”, reforçando a segurança para proteger as comunidades do norte. Ele se referiu a uma zona de segurança autodeclarada, ocupada por tropas israelenses a poucos quilômetros dentro do sul do Líbano.
Leia também
Reações e Consequências
Fontes militares relataram que as forças armadas israelenses estavam operando além da chamada Linha Amarela, que é distinta da “Linha Azul” demarcada pela ONU. Essa linha marca a fronteira entre o Líbano e Israel após a retirada israelense em 2000.
As tropas israelenses ordenaram que os moradores não retornassem a várias vilas na zona, enquanto destruíam casas na região.
Um oficial militar israelense declarou que as operações visavam eliminar ameaças diretas aos cidadãos e soldados israelenses, seguindo diretrizes políticas. Netanyahu anunciou que Israel intensificaria os ataques contra o Hezbollah, enquanto um oficial americano afirmou que o grupo apoiado pelo Irã ignorou alertas que poderiam prejudicar as negociações para o fim da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Conflitos em Curso
Na terça-feira (26), o Hezbollah afirmou ter atacado forças e tanques israelenses que avançavam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, utilizando drones explosivos, foguetes e artilharia. O Ministério da Saúde do Líbano reportou que o número total de mortos na ofensiva israelense desde 2 de março chegou a 3.213, com 9.737 feridos até 26 de maio.
O Exército israelense informou que 10 de seus soldados foram mortos desde o cessar-fogo de 16 de abril, seis deles por drones do Hezbollah.
A Organização Mundial da Saúde confirmou que pelo menos 608 pessoas no Líbano perderam a vida em ataques israelenses desde o cessar-fogo. O Hezbollah, por sua vez, não divulgou informações sobre suas próprias baixas.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



