O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quarta-feira (8) que o Líbano não faz parte do cessar-fogo de duas semanas acordado entre Estados Unidos, Israel e Irã. Em um comunicado, o gabinete de Netanyahu expressou apoio à decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã, desde que o país abra imediatamente o estreito, permitindo a participação de Israel e de outros países da região. “O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”, enfatizou a nota.
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A declaração do gabinete de Netanyahu marca o primeiro pronunciamento do líder israelense desde o início das negociações. Essa posição contrasta com a afirmação do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que indicou que o acordo incluiria o Líbano.
Vale ressaltar que o presidente dos EUA, Donald Trump, não mencionou o Líbano em sua declaração sobre o cessar-fogo.
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O Irã, por sua vez, anunciou que as negociações com os EUA terão início na sexta-feira, 10 de abril, em Islamabad. Em meio a esse contexto, Israel tem realizado uma intensa campanha militar no sul do Líbano desde o começo de março, com o objetivo de atingir militantes do Hezbollah, que são apoiados pelo Irã.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, pelo menos 1.530 pessoas perderam a vida em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, incluindo 130 crianças.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.
