Israel e Líbano assinam acordo de cessar-fogo em negociações de Washington
Israel e Líbano selam acordo de cessar-fogo em Washington! Rejeição do Hezbollah e apoio iraniano abalam negociações
Negociações em Washington Levam a um Acordo de Cessar-Fogo entre Israel e Líbano
Em uma quarta-rodada de negociações mediadas nos Estados Unidos, Israel e Líbano chegaram a um acordo para ativar um cessar-fogo, marcando um momento crucial em meses de conflito. A negociação, que ocorreu em Washington na quarta-feira (03), não envolveu a participação do Hezbollah, o principal ator no Líbano.
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O Departamento de Estado americano enfatizou que a implementação do cessar-fogo depende da interrupção completa das atividades do Hezbollah e da evacuação de seus combatentes da região de South Litani.
O acordo estabelece a criação de zonas piloto onde as Forças Armadas Libanesas assumirão o controle exclusivo do território, excluindo atores não estatais. As partes concordaram em avançar rapidamente nesse processo, buscando uma solução para a escalada de violência que tem afetado a região.
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A posição dos Estados Unidos, que se opõe às condições impostas pelo acordo, continua sendo um fator determinante nas negociações.
Reações e Resistência
O vice-presidente do Conselho Político do Hezbollah, Mahmoud Qomati, rejeitou a exigência de desarmamento do grupo, afirmando que a resistência continuará sua luta. Ele declarou que os esforços dos Estados Unidos e de Israel fracassarão, e que o confronto permanece firme.
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Outro líder do movimento, ouvido anteriormente pela agência AFP, também expressou a rejeição a um cessar-fogo parcial.
O Irã, principal apoiador do Hezbollah, também manifestou seu apoio à resistência libanesa. O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana, Esmail Qaani, considerou a retirada israelense uma condição mínima para qualquer entendimento, enfatizando o dever de apoiar a resistência no Líbano e o objetivo de remover Israel da região.
Oportunidade Decisiva
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou o acordo como uma oportunidade decisiva para encerrar o conflito, destacando a tensão nas negociações e a necessidade de intervenção do secretário de Estado dos EUA. Ele afirmou que o acordo é a “última oportunidade”, alertando que cada parte deve assumir a responsabilidade pela continuação da violência.
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Aoun também espera que as garantias de conformidade sejam cumpridas e que a implementação do cessar-fogo possa começar dentro de 24 horas após a aprovação final. O presidente enfatizou a importância de um futuro livre de interferências externas e a decisão final sobre o destino do Líbano a ser tomada pelos dois governos.
Continuidade das Operações Israelenses
Apesar do anúncio do cessar-fogo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) continuariam suas operações no sul do Líbano. Katz justificou a decisão, afirmando que as FDI permanecerão em áreas estratégicas da região e realizarão ações militares até a linha amarela, incluindo a área de Beaufort, sem o retorno da população, enquanto desmantelarem infraestrutura terrorista.
Katz também manteve a capacidade de Israel de atacar alvos em território libanês caso considere necessário, com o apoio norte-americano, em resposta a fogos contra comunidades e territórios israelenses. O Exército israelense emitiu alertas para a população evitar deslocamentos para áreas ao sul do rio Zahrani, indicando que os combates ainda não foram totalmente interrompidos.
Ataques Continuam no Terreno
Apesar do acordo, os ataques continuaram. A agência oficial de notícias do Líbano reportou feridos em bombardeios israelenses nas regiões de Tiro e Nabatieh, no sul do país, que têm sido alvo de sucessivas ofensivas. O Exército libanês gradualmente assumirá o controle das zonas de segurança, mas os detalhes da implementação ainda não foram divulgados.