Em um movimento que intensifica as tensões regionais, Israel lançou um ataque nesta terça-feira, 3 de março de 2026, contra o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, localizado em Qom. O ataque, conforme reportado pelo jornal israelense, visava o local onde clérigos iranianos se reuniam para determinar o futuro líder supremo do país após a morte do aiatolá Ali Khamenei.
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A ação foi resultado de um ataque anterior, conduzido pelos Estados Unidos.
Detalhes do Ataque
Fontes da defesa israelense confirmaram que o bombardeio atingiu o edifício da “Assembleia de Especialistas Religiosos”, responsável pela seleção do próximo Líder Supremo Revolucionário Islâmico. A informação sobre o número exato de aiatolás presentes no momento do ataque ainda não foi divulgada.
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O complexo, localizado em Qom, também abrigava o complexo presidencial iraniano e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, ambos em Teerã.
Alvos e Contexto
As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que o ataque também se concentrou no complexo presidencial iraniano e na sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, descrevendo-os como “complexos de liderança do regime terrorista iraniano”.
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A Assembleia dos Peritos, que existe desde a Revolução Iraniana de 1979, desempenha um papel crucial na escolha do líder supremo, que é um religioso xiita sênior nomeado pelo órgão.
Escalada das Tensões Internacionais
O ataque israelense ocorre em um contexto de crescente escalada das tensões entre Israel, Estados Unidos e Irã. Em fevereiro de 2026, os EUA e Israel realizaram ataques nas proximidades do escritório do líder supremo do Irã e em edifícios governamentais, resultando na morte de autoridades iranianas de alto escalão.
A situação se agravou após declarações do então presidente Donald Trump, que expressou a necessidade de uma resposta iraniana clara sobre o desenvolvimento de armas nucleares.
Reações e Preocupações
Em fevereiro de 2026, Trump afirmou que os EUA ainda não haviam recebido uma resposta definitiva do Irã, especialmente em relação à declaração de que “nunca terá uma arma nuclear”. O presidente norte-americano também destacou o desenvolvimento de mísseis por parte do Irã que representam uma ameaça à Europa e às bases militares americanas no exterior.
As discussões sobre o arsenal nuclear iraniano e as sanções econômicas continuaram sem levar a um acordo, gerando ainda mais preocupações sobre a segurança regional.
