Isaac Herzog é recebido com honras na Austrália, mas enfrenta protestos massivos. A visita gera divisões e confrontos entre manifestantes e polícia. Saiba mais!
O presidente de Israel, Isaac Herzog, teve uma recepção contrastante na Austrália nesta segunda-feira (9). Enquanto foi calorosamente acolhido pelo governo, também enfrentou protestos massivos de ativistas que o consideram um criminoso de guerra. O primeiro-ministro Anthony Albanese convidou Herzog para visitar o país como um sinal de solidariedade com os judeus australianos, após o massacre de 15 pessoas em um festival de Hanukkah, em Sydney, no ano passado, o mais grave ataque terrorista na Austrália.
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Após o atentado de 14 de dezembro, o governo australiano enfatizou a importância da coesão social. Contudo, a decisão de Albanese de convidar Herzog gerou indignação entre muitos australianos, resultando em pedidos de prisão para o presidente israelense.
Durante sua visita, Herzog depositou uma coroa de flores no Bondi Pavilion, próximo ao local do massacre, enquanto advogados do Palestine Action Group buscavam na Justiça o direito de protestar contra a visita, em meio a novas restrições governamentais.
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A Austrália, assim como diversas nações, tem enfrentado divisões profundas em relação ao conflito em Gaza, levando a uma série de protestos. Nesta segunda-feira, até 30 manifestações estavam programadas em todo o país. A maior delas ocorreu em frente à Prefeitura de Sydney, onde a polícia confrontou milhares de manifestantes pró-Palestina, utilizando spray de pimenta para dispersar a multidão e realizando várias prisões.
O Grupo de Ação Palestina emitiu um comunicado condenando a “violência brutal da Polícia de Nova Gales do Sul contra um grande protesto pacífico”. O comissário assistente da polícia, Peter McKenna, informou que 27 pessoas foram detidas, sendo 10 por agressão a policiais e 17 por desobediência a ordens de dispersão.
Um vídeo dos protestos mostrou a polícia dispersando à força um grupo de muçulmanos que oravam na rua, levando o Conselho Nacional de Imãs da Austrália a classificar a conduta policial como “chocante e inaceitável”.
Os principais grupos judaicos da Austrália, como o Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana e a Associação Judaica Australiana, apoiaram a visita de Herzog e condenaram os protestos. Yvonne, que preferiu não revelar seu sobrenome, expressou que a presença do presidente israelense em Sydney trouxe conforto, lembrando que sobreviveu a um ataque enquanto homens armados disparavam contra a multidão. “Isso significa que não estamos sozinhos.
Ele veio do outro lado do mundo”, afirmou.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.