Buscas pelos Irmãos Ágatha e Allan Chegam ao 18º Dia
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam 18 dias nesta quarta-feira (21) sem novas informações sobre o paradeiro das crianças desaparecidas no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Na manhã de terça-feira (20), a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), com apoio da Perícia Oficial, realizou uma nova diligência na área onde há indícios da passagem dos irmãos.
O objetivo é identificar rotas e levantar elementos que possam ajudar na localização das crianças. Desde o início das buscas, mais de 500 pessoas se mobilizaram, incluindo equipes especializadas de diferentes órgãos. As investigações estão a cargo de uma comissão especial da Polícia Civil, composta por equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ações de Busca e Investigação
Com o avanço das investigações, as ações de busca também se concentram no rio Mearim. As operações aquáticas e subaquáticas são realizadas pela Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos do Maranhão, e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.
As equipes realizam varreduras no leito do rio, priorizando pontos críticos, mas até o momento não foram encontrados vestígios, conforme informações da SSP-MA.
LEIA TAMBÉM!
Para intensificar as buscas, as equipes utilizam o side scan sonar, um equipamento do Centro de Hidrografia do Norte que emprega ondas sonoras para gerar imagens detalhadas do fundo do rio, mesmo em condições de baixa visibilidade. O foco das operações é um ponto de interesse indicado pelas investigações.
Detalhes das Buscas e Informações Adicionais
As buscas envolvem mais de 500 pessoas, incluindo Corpo de Bombeiros, polícia civil, polícia militar, Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial e Exército Brasileiro, além de diversos voluntários. O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, tem acompanhado o processo de busca pessoalmente.
Os cães farejadores também percorreram uma ribanceira próxima a um lago, mas não encontraram sinais recentes de adultos ou vestígios de alimentos. Até agora, mais de 60% de uma área de 54 km² já foi vistoriada, organizada em quadrantes para facilitar o trabalho em meio à mata densa e trilhas irregulares.
A SSP-MA informou que as buscas serão intensificadas, com ampliação da área de varredura, incursões subaquáticas, patrulhamento por terra, além do uso de drones e helicópteros. O ponto de interesse fica no povoado São Raimundo, em uma área conhecida como “casa caída”, onde os cães indicaram a passagem das crianças.
Os cães confirmaram detalhes do relato de Anderson Kauã, primo das vítimas, que foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro. Segundo a SSP-MA, os cães identificaram que as três crianças estiveram no imóvel abandonado e seguiram caminhos distintos ao deixarem o local.
Em coletiva de imprensa, o secretário Maurício Martins afirmou que, até o momento, não há indícios da participação de terceiros no desaparecimento, embora todas as hipóteses continuem sendo investigadas.
