Irmão de Michelle Bolsonaro perde eleição para a Câmara do DF pela 3ª vez
Eduardo Torres (PL) não conseguiu se eleger deputado distrital em 2018, 2022 e agora em 2026.
Pela terceira vez consecutiva, Eduardo Torres (PL), irmão da ex – primeira – dama Michelle Bolsonaro, não conseguiu uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O resultado das urnas neste domingo (4) confirmou mais uma derrota do candidato, que já havia tentado se eleger deputado distrital em 2018 e 2022, sem sucesso em nenhuma das ocasiões.
Torres ganhou projeção nacional justamente pelo vínculo familiar com Michelle. Nos bastidores, ele ficou conhecido como o “braço direito” da ex – primeira – dama e ganhou ainda mais notoriedade durante o período em que Jair Bolsonaro esteve detido na superintendência da Polícia Federal.
Na ocasião, Eduardo foi o responsável por levar as marmitas para o ex – presidente, um gesto que virou símbolo do apoio incondicional da família.
Disputa acirrada e os eleitos da capital
A eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal elegeu 24 deputados distritais. Com 100% das urnas apuradas, o nome mais votado foi o de Gabriel Magno (PSOL), que recebeu 92.234 votos. A alta votação do psolista reflete a pulverização de forças na capital do país.
Na divisão por partidos, o PL de Eduardo Torres foi o que mais elegeu representantes, com cinco cadeiras. Na sequência, PT, Republicanos, MDB e PP garantiram três deputados cada um. PSOL e PSB elegeram dois parlamentares cada, enquanto União Brasil, Podemos e PSD conquistaram uma vaga por legenda.
O pleito também revelou um dado expressivo de abstenção: 18,99% dos eleitores aptos do Distrito Federal não compareceram às urnas. Os votos brancos representaram 4,29% do total, e os nulos, 2,22%. Os números indicam um desencanto de parte do eleitorado brasiliense com a política local.
Michelle eleita e o novo Senado
Enquanto o irmão amargava a derrota, Michelle Bolsonaro (PL) celebrava a vitória. Ela foi eleita senadora pelo Distrito Federal neste domingo, ao lado de outra candidata, formando uma chapa inédita. É a primeira vez na história que duas mulheres são eleitas senadoras na mesma eleição para representar o DF.
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Em seu discurso de vitória, Michelle afirmou que resolveu disputar a vaga após receber uma “missão” do marido e ex – presidente Jair Bolsonaro. Antes de concorrer, ela presidia o PL Mulher, cargo que ocupava desde a fundação do segmento partidário.
Agora, ela se junta aos 81 parlamentares que compõem o Senado Federal.
As eleições deste ano renovaram dois terços da Casa Alta. Foram eleitos 54 senadores — dois por unidade da federação. Cada um dos novos eleitos cumprirá um mandato de oito anos, com início previsto para fevereiro de 2027. A composição do Senado terá impacto direto na governabilidade do próximo presidente.
*Com informações de Letícia Martins, da CNN Brasil.