Irmã Lourdes celebra futuro da Economia Solidária em Feicoop

A abertura do evento Feicoop foi marcada por momentos de forte emoção e reflexão sobre o futuro das comunidades solidárias no Brasil. De Moçambique, a religiosa irmã Lourdes emocionou os participantes com uma leitura especial que celebrou as raízes profundas da economia popular.
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Raízes Históricas do Movimento Feicoop. Responsável pela coordenação de 27 edições da feira e três Fóruns Sociais Mundais da Economia Solidária (Feicos), ela enviou mensagens carregadas de memória histórica para todos presentes na cerimônia em Santa MariaRS neste sábado (e domingo ( A fala destacou como nem mesmo “a pandemia da covid-19, a gripe suína H1N e grupos contrários” conseguiram derrubar o movimento.
Feicoop: Evento celebra futuro da Economia Solidária no Brasil
Raízes históricas do Movimento Feicoop
Segundo irmã Lourdes, as bases conceituais que sustentam os trabalhos são consideradas “raízes profundas, ousadas, proféticas e duradouras”. Durante sua mensagem emocionante, ela fez questão de homenagear três figuras cruciais para moldar essa trajetória na economia solidária. Entre essas personalidades estão dom Ivo Lorscheiter — descrito como um “profeta da esperança”; professor Paul Singer, reconhecido por ser um “ícone” no setor; além de frei Sérgio Görgen. O último foi lembrado pelo seu legado em favor tanto da agroecologia quanto das lutas históricas dos agricultores camponeses. Economia Solidária frente às Emergências Climáticas
O tema central desta edição – “Construindo Ecologia Integral de Frente às Emergências Climáticas” – ganhou grande densidade política com os discursos que se seguiram na plenaria do evento. Rodrigo Décimo (PSD), prefeito de Santa Maria, reforçou o compromisso municipal e ressaltou como a Feicoop “projeta o nome de Santa Maria”, fortalecendo não só o turismo mas também quem vive diretamente do trabalho local no município.
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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) acompanhou essa visão ao ter seu vice reitor Thiago Marchesan afirmar que a instituição estará sempre apoiando as atividades da feira. Ele defendeu publicamente: “Acima de tudo, é um novo mundo…”.
Cobrança por políticas públicas após enchentes
Um dos pontos mais incisivos foi levantado pela presidente do Conselho Estadual de Economia Solidária, Maribel Kaufmann. Em tom direto e crítico aos gestores públicos presentes na abertura em 11/03, ela cobrou maior sensibilidade para com os empreendimentos solidários.
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Kaufmann fez questão alertar que o Rio Grande do Sul estaria fora no primeiro momento caso fosse construído um “novo circuito” dedicado à economia sólida pós enchentes devastadoras ocorridas há maio de 20Ela contestou veementemente a ideia de superação total: “A gente passou por tudo o que passou em maio de 202e não está legal ainda”.
Segundo dados apresentados pela presidente do conselho estadual, é fundamental garantir políticas públicas voltadas ao transporte dos produtos, hospedagem e alimentação para assegurar sempre “o trabalho digno dos trabalhadores da economia solidária”, visto que apenas com apoio governamental será possível dar suporte aos cerca de R 800 mil orçamentários movimentados pelo evento.
Individualismo versus projeto social
Douglas Filgueiras, representante da Associação do Voluntariado e da Solidariedade (Avesol), fez uma análise política profunda sobre o papel das feiras. Ele argumentou que a importância desses encontros vai além da mera contagem numérica; eles reúnem pessoas construindo um “projeto de sociedade” onde a vida é priorizada acima dos lucros financeiros em disputa no mercado atual.
Filgueiras defendeu ainda mais avançar na superação não apenas valores individualistas após derrotarem politicamente grupos como os bolsonaristas nas eleições passadas. Para ele, essa luta pela humanidade deve continuar sendo conduzida por meio dessa economia popular solidária.
Manifestos e próximos passos
A Cáritas Brasileira Regional Rio Grande do Sul reforçou o apelo à reflexão sobre o futuro estadual ao apresentar durante a plenaria um “Manifesto por um Rio Grande Decente”. Documentado com apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em diálogo direto com movimentos sociais locais, O manifesto sintetizou sua mensagem central na frase:
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



