A seleção do Iraque está a um passo da Copa do Mundo após 40 anos, mas desafios logísticos e conflitos no Oriente Médio ameaçam essa conquista histórica!
A seleção masculina de futebol do Iraque está a apenas 90 minutos de garantir uma vaga na Copa do Mundo da FIFA pela primeira vez em 40 anos. No entanto, fatores externos complicam essa trajetória, reforçando a ideia de que o último trecho é frequentemente o mais desafiador.
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Em março, os Leões da Mesopotâmia devem enfrentar o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname, que se enfrentam cinco dias antes, em uma eliminatória para a Copa do Mundo de 2026. Contudo, a guerra no Irã e a violência em diversas partes do Oriente Médio dificultam a viagem da equipe para Monterrey, no México.
Graham Arnold, técnico australiano da seleção, informou que a maioria dos jogadores e toda a comissão técnica permanecerão no Iraque até pelo menos 1º de abril, um dia após a data prevista para o jogo, devido ao fechamento do espaço aéreo. “É estressante”, afirmou Arnold. “Estou com vários planos em mente, mas muitos deles são inviáveis.”
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A Associação de Futebol do Iraque (IFA) já solicitou formalmente à FIFA o adiamento da partida, e a entidade deve se pronunciar até o final da semana. Atualmente, cerca de 60% do elenco está retido no Iraque, enquanto a equipe médica está no Catar e Arnold se encontra em Dubai, onde observava alguns jogadores quando os conflitos começaram.
Arnold comparou a situação atual aos primeiros dias da pandemia de Covid-19, quando ele treinava a seleção australiana. Ele mencionou que, na época, tinha diversos planos para contornar a situação, mas agora se sente impotente devido às complicações logísticas e ao fechamento de embaixadas, que dificultam a obtenção de vistos para o México e os Estados Unidos.
Um campo de treinamento planejado em Houston, Texas, para aclimatação foi cancelado. Com o espaço aéreo fechado, a única alternativa seria transportar os jogadores de ônibus, mas Arnold considera essa opção inviável. “Uma viagem de ônibus de 30 horas não é saudável para os jogadores”, destacou.
A FIFA também deve se preparar para a possibilidade de que o Irã se retire do torneio, co-sediado pelos Estados Unidos. Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), expressou incertezas sobre a participação do país, afirmando que não se pode esperar por um futuro otimista após os recentes ataques.
Desde o torneio de 1950, no Brasil, nenhuma equipe se retirou da competição após se classificar. Caso o Irã desista, a FIFA precisará encontrar um substituto, e Arnold acredita que a vaga deve ser concedida ao Iraque. “Se o Irã sair, somos os próximos na fila”, afirmou.
Arnold sugere que a partida entre Bolívia e Suriname ocorra em março, permitindo que sua equipe tenha uma chance justa de viajar e se preparar. “Poderíamos jogar contra o vencedor logo antes do início da Copa do Mundo”, concluiu, enfatizando a dificuldade do momento atual.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.