Irã transforma o Estreito de Ormuz em arma econômica contra EUA e Israel! Com 14 ataques a navios, a tensão no mercado de petróleo dispara. Clique e saiba mais!
O Irã tem empregado o Estreito de Ormuz como uma “arma econômica” no contexto da guerra que enfrenta contra os Estados Unidos e Israel. Na quarta-feira (11), o país atacou três embarcações que tentavam atravessar a região, elevando o total de ataques a 14 desde o início do conflito.
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Um dos incidentes envolveu um navio com bandeira tailandesa, resultando em três pessoas desaparecidas.
De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica, a embarcação ignorou avisos e tentou realizar uma travessia ilegal. O exército iraniano declarou que qualquer navio associado aos Estados Unidos e a Israel será considerado um alvo legítimo. Ebrahim Zolfaqari, porta-voz das forças armadas, afirmou que o Irã não permitirá que o petróleo passe pelo estreito em benefício dos adversários.
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Teerã também começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, conforme reportado pela CNN. No entanto, há preocupações entre os iranianos sobre as repercussões econômicas dessa ação. O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) informou que o Irã colocou menos de dez explosivos na região, destacando a hesitação do país em relação aos altos custos políticos e econômicos que essa estratégia pode acarretar.
Os Estados Unidos relataram a destruição de 28 navios que estavam instalando minas. Apesar do clima de incerteza, o presidente Donald Trump afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz é segura e que as empresas devem continuar a utilizá-la normalmente.
Ele destacou que quase toda a marinha iraniana foi eliminada.
A crescente tensão no Oriente Médio tem gerado instabilidade no mercado de petróleo. Na quarta-feira (11), o preço do barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 90, enquanto antes do conflito estava em US$ 72. Para conter os preços, a Agência Internacional de Energia (AIE) lançou a maior operação emergencial de sua história.
Apesar das medidas, a AIE reconhece que a ação pode não ser suficiente, especialmente se o conflito se prolongar. Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, enfatizou que a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz é crucial para garantir fluxos estáveis de petróleo e gás.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.