Irã reafirma cobrança de taxa para passagem pelo Estreito de Ormuz em meio a tensões marítimas

Irã reafirma cobrança de taxa para passagem pelo Estreito de Ormuz, gerando tensões no tráfego marítimo. Descubra as implicações dessa decisão!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Irã Mantém Taxa para Passagem pelo Estreito de Ormuz

Um alto funcionário iraniano declarou que o Irã “com certeza” continuará a cobrar uma taxa de países e embarcações pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, comentou sobre as restrições ao tráfego marítimo internacional, afirmando que uma série de medidas está em vigor para a passagem pela região.

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Em entrevista ao India Today na noite de terça-feira (24), Baghaei destacou que outros Estados, que não estão envolvidos nas ações de agressão, poderão atravessar o Estreito de Ormuz após a coordenação necessária com as autoridades iranianas, garantindo assim uma passagem segura.

Essas declarações foram feitas após o Ministério das Relações Exteriores do Irã enviar uma carta ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional.

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Impacto no Tráfego Marítimo

Desde o início do conflito, há três semanas, o tráfego pelo estreito, que normalmente é responsável por um quinto da produção mundial de petróleo, foi severamente reduzido. A CNN já havia noticiado que Teerã estava considerando permitir a passagem de algumas embarcações, desde que a carga fosse negociada em yuan chinês.

De acordo com informações da Lloyd’s List Intelligence, pelo menos duas embarcações que transitavam pelo estreito teriam sido cobradas, com uma das taxas alcançando US$ 2 milhões. A CNN não conseguiu confirmar essa informação de forma independente.

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Baghaei também comentou sobre o uso da moeda dos Estados Unidos como uma arma contra a economia global, mencionando as sanções impostas a diversos países.

Reações ao Fechamento do Estreito

Anteriormente, Sultan Ahmed Al Jaber, líder da gigante estatal de energia ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, descreveu o fechamento efetivo do estreito como “terrorismo econômico contra todas as nações”. As tensões na região continuam a impactar o comércio marítimo e a segurança das rotas de navegação.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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