Irã promete retaliações severas a ataques dos EUA e gera tensão no mercado de petróleo

Irã Ameaça Responder a Ataques dos EUA com Retaliações Severas
Na quinta-feira (30), o Irã declarou que, caso Washington intensifique os ataques, o país responderá com “ataques longos e dolorosos” direcionados às posições dos Estados Unidos. Essa situação complica os planos americanos de formar uma coalizão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz.
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A guerra, que teve início há dois meses com os ataques de Israel e dos EUA ao Irã, resultou no bloqueio de 20% dos suprimentos globais de petróleo e gás, elevando os preços da energia e gerando preocupações sobre uma possível desaceleração econômica.
Os esforços para resolver o conflito encontram-se em um impasse, com o Irã mantendo o bloqueio do estreito em resposta ao cerco naval dos EUA às suas exportações de petróleo, essenciais para a economia iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber informações nesta quinta-feira (30) sobre as negociações nucleares, conforme reportado pelo site de notícias Axios.
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Essa expectativa provocou um aumento significativo nos preços do petróleo, com o contrato de referência do Brent alcançando mais de US$ 126 por barril, o maior valor desde março de 2022, antes de recuar para US$ 113.
Consequências de um Potencial Ataque
Uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã advertiu que qualquer ataque dos EUA, mesmo que restrito, resultará em “ataques longos e dolorosos” às posições regionais americanas. O comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, afirmou que “vimos o que aconteceu com suas bases regionais e veremos o mesmo ocorrer com seus navios de guerra”, conforme noticiado pela mídia iraniana.
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Teerã também alertou sobre uma “ação militar sem precedentes” contra o bloqueio dos EUA a navios associados ao Irã. Esse aviso, combinado com a possibilidade de novos ataques militares por parte dos EUA, sugere que o fornecimento de petróleo no Oriente Médio poderá ser ainda mais interrompido devido a um conflito que já causou milhares de mortes.
Além disso, um plano a ser discutido com Trump envolve a possibilidade de o Irã assumir o controle de parte do Estreito de Ormuz para reabri-lo à navegação comercial, o que pode incluir o uso de forças terrestres.
Reações da Comunidade Internacional
França, Reino Unido e outros países estão em conversações sobre como contribuir para essa coalizão, mas afirmaram que só estariam dispostos a ajudar na reabertura do Estreito após o término do conflito. O líder supremo do Irã, em uma mensagem aos cidadãos, assegurou que Teerã eliminará “os abusos dos inimigos na hidrovia” sob a nova administração do estreito, indicando a intenção do país de manter seu controle sobre essa importante rota marítima.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



